Gente, eu tenho de contar esta para vocês: com as aulas de holandês, eu estou me achando, como se diz no Rio. Mas não me achando supertudo, superinteligente, essas coisas, não. Na verdade, eu estou me achando a maior mané. Não por conta das aulas, que são excelentes, mas porque eu decidi começar a praticar o idioma na rua. E, claro, a vida sempre vai além da teoria. Por exemplo, semana passada, fui tomar café da manhã na estação de trem, antes da aula. Armei o meu melhor sorriso, caprichei na pronúncia e fiquei na fila, treinando mentalmente a frase enquanto esperava a minha vez. Tudo bem, pedi um panini e um capuccino, que estão longe de ser palavras holandesas, mas a gente tem de começar de algum lugar, né?
Chegou a minha vez. Dei bom dia, pedi, “por favor” (em holandês!), o que eu queria. A menina do caixa entendeu. Vitória! Será? Peraí, ela está respondendo algo fora do programa. Adivinhem o que era? A grelha estava fria e ela não podia esquentar o meu panini. O que eu queria fazer? Sumir? Pedir socorro? Mas como dizer isso em holandês? Bom, se eu soubesse, com certeza também saberia dizer: “deixa pra lá, fico só com o café”, certo? Não teve jeito, tive de apelar pro inglês e me fiz entender.
Na verdade, esse foi um sufoco meio desnecessário, porque a maioria das pessoas daqui fala um inglês maravilhoso! Mas acho que, quando se planeja viver em um país, falar o idioma local é importante: você pode se comunicar melhor e entender como aquelas pessoas pensam, o que sentem... Ler placas, jornais, rótulos de produtos (lembram da primeira crônica?), enfim, ter uma vida como a que a gente tem no Brasil. Afinal, a gente pode se sentir em casa em qualquer lugar do mundo, é só estar disposto(a) a isso, vocês não acham?
Um grande abraço e até a semana que vem!
P.S.: Estou a-do-ran-do os comentários que chegam! Muitíssimo obrigada a todos! Daqui a pouco, vou poder concorrer com o Veríssimo, que tem seus 17 leitores... Hehehe.