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Rodolfo Torres - Rodolfo Torres - Graduado em comunicação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é jornalista e redator. Mora em Brasília desde 2005 e trabalha cobrindo política nacional.
 
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Data: 08/12/2006
 

Brasília - No mesmo dia em que o ministro da Fazenda admitiu que está muito difícil aumentar o salário mínimo em 25 reais, no mesmo dia em que o italiano Guido Mantega (ministro da Fazenda) diz que o que falta no país é investimento, e que os recursos para esse tal investimento virão do controle rígido dos gastos públicos; o Conselho Nacional do Ministério Público aprovou o aumento dos promotores dos Estados de R$ 22.111, 00 para R$ 24.500,00 (mesmo salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal).

Alguém há de questionar que essa é uma medida injusta. Afinal, quem já ganha vinte e poucos mil reais pode se segurar muito bem como está, diferente de quem ganha os atuais R$ 350, 00 do mínimo nacional. Contudo, o governo brasileiro sabe muito bem não existe nada mais resistente do que os nossos que ganham o mínimo.

Aliás, o governo brasileiro, apesar do que Lula argumenta por aí, sabe de muita coisa. Sabe, por exemplo, que a nossa classe média ainda é amadora, no sentido de não fazer escândalo, de não gritar como uma desesperada quando se encontra em franco processo de declínio econômico. Qualquer classe média profissional, de qualquer país profissional, choraria como um bezerro sem mãe ao menor sinal de que o orçamento familiar seria menor com o passar do tempo.

Mas a classe média brasileira, de tão amadora, faz piada sobre o caso apenas e tão somente no sentido hilário do contexto, como se o humor servisse apenas para fazer rir. Como se o humor não fosse a mais eficaz forma de denúncia, de externar um desejo profundo de mudanças. Pobre do país que não entende o poder transformador e ácido do riso diante do ridículo institucionalizado.

Os recursos para "destravar" a economia nacional, tão evocados pelo ministro da Fazenda, existem. E existem de sobra. São abundantes. Os recursos são tantos que poderíamos aumentar o salário do Judiciário, o salário mínimo, o salário dos parlamentares, e até mesmo o salário do Executivo. Poderíamos até mesmo aumentar a renda do pessoal que recebe o Bolsa Família.

Mas é que esbarramos numa questão histórica e fundamental para se entender a condução desse país desde o início. Por aqui, retira-se da escassez, da falta, de onde se tem pouco. Os desvios ocorrem nas áreas mais carentes, nas áreas que mais precisam de verbas. Nunca, no Brasil, se retirou de onde há muito. Sempre pelo contrário.

E o governo Lula também não é diferente nesse ponto, como talvez alguns possam sugerir. Quando as decisões tomadas por esse governo promovem um crescimento de 0,5% do PIB no terceiro semestre, quando o Brasil cresce a uma média muito inferior à dos outros emergentes, quando o próprio presidente da República admite que o crescimento econômico está "medíocre"; a manutenção da pobreza é incentivada.

O Judiciário, principalmente o brasileiro, merece mais do que o céu. Eles merecem, algum dia, ser o que acham que são. Mas enquanto o dia do ser não chega, chegou o dia do ter. Pior para o restante que, incapaz de aprovar o aumento do próprio salário, nem ao menos tem.

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