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COLUNAS
Vanessa van Doornik - A paulistana Vanessa van Doornik, 32 anos, é jornalista e professora de inglês. No Brasil, atuou na área de assessoria de imprensa, radialismo e ensino de idiomas. Reside na província de Zeeland desde de Dezembro de 2009 e atualmente trabalha na área financeira, embora sua paixão seja o jornalismo, “uma doença incurável”, segundo ela.
 
Entrevista: Cineasta brasileira produz documentário sobre imigração e relações familiares
 
Data: 14/11/2009
 

 O que você faria se pudesse voltar no tempo para melhor compreender as suas origens? Essa foi a ideia da cineasta brasileira Andréa Seligmann Silva. Bem longe de construir uma máquina do tempo, ela simplesmente aproveitou uma reunião familiar para colher depoimentos que mais tarde se transformariam no documentário Separations (Separações). Uma obra autobiográfica que analisa a trajetória da sua própria família. Edith, a mãe de Andréa, tinha apenas três anos de idade quando seus pais, judeo-alemães, foram para o Brasil fugindo da Alemanha nazista em 1939. Através de entrevistas com parentes próximos, Seligmann faz uma viagem no tempo. Ela relembra a sua infância, a história familiar e retrata a complexa realidade da imigração. Uma experiência vivida pelos seus avós, pais, irmãos e pela própria cineasta que é casada com um holandês e há oito anos mora em Amsterdã.

Andréa Seligmann é paulistana e trabalha com cinema independente desde 1989. Já passou por São Paulo, Nova York e Amsterdã. No Brasil, atuou como vice-diretora do Festival Internacional de Curtas - Metragens de São Paulo, além de ter colaborado em diversos outros festivais. Também lançou recentemente o curta-metragem Espaço Interno, co-dirigido por Nell Berger, na Holanda. O seu novo filme Separations foi produzido em parceria com a professora da Universidade de Amsterdã e também cineasta, a holandesa Mieke Bal. Em entrevista exclusiva ao site ‘Brasileiros na Holanda’, Andréa fala sobre a sua mais recente obra.
BH - Separations é o seu primeiro longa-metragem?
Andréa - Sim, eu já fiz curtas, todos de ficção. Fiz um curta também um pouco pessoal e documental, mas esse é o primeiro longa e é um documentário.

BH – Como surgiu a ideia desse projeto?

Andréa – Bem, foi essa coisa de ser imigrante. É impossível você não pensar no “ser” imigrante. Eu já estou aqui na Holanda há oito anos. Quando vim para cá, fiz o meu primeiro filme. Um curta. E desde então nunca mais tive tempo de produzir coisas, mas enfim, você fica vivendo a experiência de ser um imigrante num lugar novo e isso te traz muitas ideias. Eu, por uma circunstância inusitada, através do meu irmão no Brasil terminei conhecendo a Mieke Bal, uma professora da Universidade de Amsterdã que também é cineasta. No momento em que a conheci, ela estava trabalhando com muitos filmes e obras ligadas à migração. Aí eu falei que estava com vontade de fazer um filme sobre isso. Queria falar um pouco da minha experiência. Então resolvemos fazer o filme juntas.

BH – Você fala sobre a sua família no filme?

Andréa - Sim, o filme surgiu de uma necessidade, uma curiosidade minha porque na minha família nós somos em cinco filhos. Nós cinco já moramos fora do Brasil, dois de nós estão de volta agora, mas três ainda moram no exterior.

De nós cinco, 4 são casados com europeus. Por que será isso? Daí surgiu o filme, pois eu queria responder essa pergunta. Então, eu fui para o Brasil no Natal de 1997. Todos nós iríamos nos encontrar para passar o Natal juntos e eu entrevistei todo mundo sobre esse assunto. Voltei para cá com um material de 40 horas de entrevistas e possibilidades de fazer mil filmes diferentes e terminei fazendo esse. É um filme sobre a minha família, mas é um corte sobre o meu ponto de vista. O que é uma coisa difícil porque como é sobre a família, cada um tem um ponto de vista diferente.

BH – Qual é a nacionalidade da sua mãe?

Andréa - Ela é brasileira, mas nasceu na Alemanha em 1936, filha de pais judeo-alemães, na Berlim nazista. Eles demoraram muito para tentar fugir da Alemanha. Quando viram que não dava mais para ficar lá, foram tentar vistos e conseguiram o visto para o Brasil. Isso foi em 1939. Eles saíram da Alemanha no último navio que estava indo para o Rio de Janeiro. Chegaram no Rio de Janeiro com as malas embaixo do braço para começar uma nova vida no Brasil. Essa é uma das possíveis explicações do por quê de estarmos aqui. É isso que eu tento investigar. Se é pelo fato de ser uma família de tradição imigrante, de uma história de imigração vinda do norte da Europa, para onde eu voltei. Eu tenho um irmão no Brasil, o Márcio, que morou em Berlim para fazer pós-graduação. O outro irmão mora em Hamburgo, na Alemanha. Eu acho que não é pura coincidência tudo isso. Essa característica migratória está na nossa educação, na nossa forma de contato com as pessoas.

BH – Como você analisa essa característica migratória da sua família? Vocês têm a imigração no “sangue”?

Andréa - Olha, eu acho que isto é um dos fatores. Tem ainda o lado do meu pai que também é de uma família de imigrantes, mas internos. Eles fugiram da seca no Nordeste. Os nossos pais criaram filhos muito abertos para o mundo. Sempre fizeram a gente estudar línguas. Meu pai é antropólogo, viveu a vida inteira dele estudando os índios brasileiros. A minha mãe viveu e ainda vive lutando pelo direito dos trabalhadores no Brasil. Então é uma relação muito forte com o Brasil, mas com grande influência do mundo lá fora. 

BH – Como foi trabalhar com a cineasta Mieke Bal?

Andréa - Foi fundamental. Fazer um filme sobre a sua própria família quando você está completamente sozinho, é uma loucura. Eu fui para o Brasil com a câmera dela, filmei e voltei com o material para montar junto com ela. Mieke era um olhar de fora. Alguém que não conhece a minha família e que mal me conhecia, portanto tem uma opinião neutra sobre o que é interessante ou o que não é. O que as pessoas entendem ou o que não entendem. Para mim, havia mil coisas interessantes. Eu, como estou dentro da família, via mil coisas, mas quem estava de fora não. Então foi muito importante estar com ela nesse processo de criação do filme. Foi trabalhoso também porque eu tinha que fazer a tradução simultânea para ela. Nós assistíamos ao material e eu ia traduzindo tudo.

BH- O filme foi produzido em português?

Andréa - O filme tem uma fala curta em holandês do meu marido. Na primeira entrevista que eu fiz com o meu irmão que mora em Washington, ele me perguntou: - Vamos fazer em que língua? Aí eu falei: - Ah, vamos fazer em inglês! Na época achei que seria interessante cada um falando uma língua diferente, mas todas as outras entrevistas eu fiz em português. 

Première do Filme - SEPARATIONS em Amsterdam  dia 15/11 no Kriterion Cinema - Roeterstraat 170 - Amsterdam
Andréa Seligmann Silva, Mieke Bal, Holanda, 2009, colorido, video, 83 min
 

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Comentários



João Gabriel - 01/06/2011
Venho aqui pedir ajuda pra voces. Meu pai esta a procura de irmãos dele que vivem na Holanda. Ele perdeu o contato com eeles. Meu email esta ai quem puder me ajudar depois me adicionem no msn joaobebe66@hotmail.com. Muito obrigado
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