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COLUNAS
Rodolfo Torres - Rodolfo Torres - Graduado em comunicação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é jornalista e redator. Mora em Brasília desde 2005 e trabalha cobrindo política nacional.
 
Boris Yeltsin?
 
Data: 24/04/2007
 

Brasília - Sujeito de origem humilde e que conseguiu chegar à Presidência da República em um momento histórico. Sua ascensão ao poder não foi simplesmente uma mera permuta de presidentes. Longe disso. O momento era único e o povo o aplaudia como quem saúda o redentor. A esperança era farta; os motivos para um sorriso, fáceis. Tudo conspirava para que sua gestão fosse bela.

Afinal, as antigas idéias já estavam mortas. Aquela conversa de que o capital era a invenção mais horrível da humanidade já não fazia mais sentido. Outra certeza que não mais sobrevivia era a de que o Estado poderia ser muito menor do que já fora. Ele divertia os americanos, os americanos sorriam com suas palavras. Mas os caminhos não foram corretamente traçados, e a economia não cresceu como o esperado. Houve fome, revoltas e tudo o que um cotidiano de privações pode provocar. E ele massacrou as revoltas, seja pela força bruta, seja pela censura discreta. Não era permitido não gostar dele.

Era um homem do povo e, como tal, bebia como um homem do povo. Todos comentavam de sua aptidão, de sua quase “vocação” para os mais variados e intensos porres. Ele até chegou a confessar que algumas de suas decisões eram tomadas enquanto o seu cérebro boiava em álcool.

Um bonachão, um sujeito hábil ao usar seu carisma para permanecer longos anos no poder, apesar da evidente falta de tato para o trato com a “coisa” pública. No entanto, aos trancos e barrancos, um líder. Um líder desse nosso tempo, que celebra sem nenhum pudor a grosseria como virtual, a escatologia política como traço a ser cultivado.

Dizem que se ele não bebesse tanto, não dariam muita bola para ele. A cultura do país diz que as grandes amizades, os grandes pensamentos e os grandes homens surgem entre goles que alucinam. Ele fazia o mundo rir, com sua adoração pelo poder, e com o jeito desconcertado de atuar como estadista.

O mundo sorria para ele. Afinal, não passava de um sujeito que acredita ser muito mais do que realmente algum dia foi. Deram-lhe asas, e ele acreditou que poderia voar. E voou. E também esmagou a inteligência e a virtude dos que lhe faziam oposição.

Ele sobreviveu com muito álcool, muita irreverência e com um espírito raro de liderar manifestações em ruas, em falar para multidões de desesperados, que entregariam tudo ao que primeiro subisse e dissesse que o mundo não deveria ser daquela forma horrível que o pintavam.

Se dorme em paz ou não, depende do que lhe parece certo. É bem possível que durma em paz sim. Foi elogiado, recebeu afagos de vários líderes, e, sabiamente, acreditou que aquelas palavras doces eram merecidas.

E se não fosse o álcool a lhe banhar a mente, as bobagens ditas por ele seriam levadas mais a sério. E sua máscara cairia mais cedo.

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