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COLUNAS
Entrevistas - Neste espaço publicaremos entrevistas com brasileiros na Holanda e também com holandeses no Brasil.
 
Marisa Barbosa
 
Data: 31/10/2004
 

Em prol da caridade

 

De 14 de novembro a 28 de dezembro , a loja The Doors, em Alkmaar, abrigará os trabalhos de diversos artistas brasileiros e um estilista indonésio, em evento que resulta do empenho da pintora e marchand brasileira Marisa Barbosa e da cooperação dos holandeses Luc de By e Ruud Revers, proprietários do espaço. A exposição, contudo, não servirá apenas ao propósito das artes, mas também ao da caridade: parte da arrecadação das vendas dos objetos ali mostrados será doada a duas instituições filantrópicas do Brasil. De sua casa em Amsterdã, Marisa, em entrevista a Brasileiros na Holanda, falou de seu trabalho e de seus vinte anos de atividades caritativas, “uma questão de amor, organização, trabalho e fé”, diz.

A relação da mineira Marisa Barbosa com as arte plásticas – sua primeira formação é em análise de sistemas - começou fora do Brasil. Na Argentina, estudou pintura e teatro. No Uruguai, guiada pelo incentivo do conhecido marchand Quique Abal, passou a dedicar-se à organização de exposições e eventos que promovessem e divulgassem artistas brasileiros no exterior. Há pouco mais de um ano na Holanda, Marisa inaugura, no próximo dia 14/11 a exposição “Leste-Oeste, Brasil, Indonésia” reunindo esculturas, desenhos, pinturas, peças em vidro e cerâmica, de brasileiros como o pintores Totonho e Angélica Pedroso - esta última membro dos museus latinos de Nova Iorque e Miami, como também a coleção de moda do indonésio Jimmywan. Convidado especial, o goleiro Heurelho da Silva Gomes, do PSV Eindhoven, acompanhado da esposa, Flávia Soares Gomes, participará da cerimônia de abertura, já no dia 12.

A jornalista Arnild van de Velde conversou com Marisa Barbosa com exclusividade para nosso site. Veja aqui alguns trechos dessa entrevista:

BnH – Uma guinada profissional e tanto, a sua. O que a desencadeou?

MB – Sou uma pessoa que acredita que nada na vida é obra do acaso. Acho que fui analista de sistemas até quando deveria ser. Depois que conheci meu marido e a carreira dele nos levou para fora do Brasil, fiquei atenta às novas oportunidades. É uma questão de atitude diante das mudanças que a própria vida nos oferece. Não sou de ficar olhando para trás, tentando resgatar o que já passou. Hoje me sinto realizada no meu trabalho, pois faço o aquilo que gosto e, de quebra, o que acredito, que é a caridade.

BnH - Como você, em tão pouco tempo no país, conseguiu realizar um evento deste porte?

MB - Quando saí do Uruguai, minha bagagem incluía o trabalho de quatro artistas. Na verdade, o incentivo maior partiu do Quique Abal, que me animou a continuar o trabalho aqui. Logo depois que chegamos, meu marido foi informado que dois amigos estavam abrindo a “The Doors”, em Alkmaar. Então me ofereci para ajudá-los na decoração do espaço, utilizando os objetos que havia trazido. Daí em diante as coisas começaram a fluir…

BnH – Como assim, fluir ?

MB – No momento em que as pessoas certas se juntam e lutam por um mesmo objetivo, então as coisas fluem mesmo. Luc de By e Ruud Revers já nutriam grande simpatia pelo Brasil, mesmo antes de me conhecerem. Assim, quando falei do “Núcleo Mãe Maria”, em Campinas, instituição de caridade à qual me dedico no Brasil, acabei descobrindo que um tio do Ruud , que vive há mais de quarenta anos no país, é um padre missionário que trabalha com meninos de rua, em São Gonçalo, Niterói, através da obra de caridade “Casa Acolhida”. Esta descoberta nos levou à conclusão de que poderíamos promover a arte brasileira na Holanda e, ao mesmo tempo, ainda ajudar projetos assistenciais que conhecemos de perto.

BnH - É necessário adquirir alguma peça para colaborar com essas instituições?

MB – Não obrigatoriamente. Claro que será ótimo se for desta maneira. Durante o período da exposição, aos visitantes serão distribuídos folhetos, em português e holandês, informando como fazer doações. Estamos também abertos ao apoio de patrocinadores, o que tornará nosso trabalho muito mais fácil.

BnH – É fácil trabalhar com arte brasileira, fora do Brasil?

MB – Trabalhar com arte não é fácil em nenhum lugar. O fato de termos uma diversidade enorme de artistas é de grande ajuda, já que, no final das contas, as obras sempre acabam agradando.

BnH - Que critérios lhe orientam ao escolher um participante?

MB - Minhas escolhas são baseadas no que a obra do artista me transmite. Me valho também da intuição, que nunca falha! Nesta exposição, por exemplo, o pintor baiano Totonho, retrata com perfeição a beleza tropical brasileira. Já o Perácio demonstra grande senso de humor em seus desenhos. Ainda tem a Leonor Lopes, que transmite amor, através de suas esculturas. Como você vê, a escolha se dá a partir de critérios subjetivos e esta é a minha receita de sucesso.

BnH – Você já tem outro projeto em vista?

MB – Por enquanto estamos empenhados em tornar este primeiro - de uma série - um sucesso. Estamos contando muito com o apoio da comunidade brasileira na Holanda, assim como dos holandeses, que terão a oportunidade de conhecer um pouco mais da riquíssima arte e cultura brasileiras.

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