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COLUNAS
A Holanda - Publicaremos aqui uma série de pequenos artigos sobre atrações turísticas, cidades, feiras, costumes, sistema de governo e curiosidades dos Países Baixos, que nem sempre estão incluídos nos guias.
 
Breedvoort, a "cidade livraria"
 
Data: 14/09/2010
 

Texto e fotos:  Arnild Van de Velde

 
 
Uma das imagens mais comuns ao interior dos Países Baixos é a de flores, frutas e verduras à venda diante das casas de seus produtores. As ofertas, dispostas sobre uma barraca ou estrutura semelhante, têm preço fixo e devem ser levadas em troca de um valor depositado num recipiente à disposição do comprador. Na ausência de um vendedor para controlar a saída da mercadoria e a entrada do dinheiro, ao comerciante resta apenas confiar na honestidade de quem dali se serve. Até onde se sabe, o sistema funciona muito bem.
 
 
 
Em Bredevoort, localidade de 1.600 habitantes, parte do município de Aalten, na província de Gelderland ("Achterhoek", leste da Holanda), os perecíveis dão lugar a uma variedade de livros, e o contexto passa do doméstico ao profissional, já que a cidade abriga a maior concentração de livrarias da Holanda, considerando-se o seu tamanho e população - cerca de um estabelecimento para cada 53 pessoas. Expostos em barracas ou estantes de vários metros, os livros, vendidos a preços inferiores a EUR 5, integram a paisagem do local, assim como as construções do século 17 e uma estátua, em praça pública, de Hendrikje Stoffels, a concubina de Rembrandt(1606-1669), que ali nasceu, em 1626.
 
 
Modelo
 
" Bredevoort- Boekenstad " ("Bredevoort-"Cidade dos Livros") surgiu no início da década de 1990 como a solução ideal para revitalizar a cidade, então um ponto esquecido no mapa do país, apesar de sua considerável participação secular na história holandesa. A fonte de inspiração foi um artigo de Ed Schilders, publicado no jornal "Volkskrant", a respeito de um distante vilarejo do País de Gales, Hay-on-Wye, e o próspero comércio de livros ali vigente, como também na menos distante cidade belga de Redu. A reportagem sacudiu a pacata rotina de Bredevoort, que naquele momento se assemelhava a uma "cidade-fantasma", com dezenas de suas casas há anos desocupadas e quase nenhuma atividade geradora de empregos. Em contrapartida, livreiros-antiquários de diversas regiões buscavam uma oportunidade de estabelecer negócios. A combinação perfeita de interesses deu origem ao novo perfil de Bredevoort, que em 1993 foi então "rebatizada" para "Bredevoort Boekenstad", pelo emissário da Rainha Beatriz, Jan Terlouw, patrono do projeto da "cidade-livraria".
 
O modelo adotado é único por abranger a fronteira de dois países (Holanda e Alemanha) e inclui a organização de grandes feiras de livros(na primavera e verão), um mercado no terceiro sábado de cada mês e uma liquidação de títulos no segundo dia de Páscoa (segunda-feira). Bredevoort abriga mais de trinta sebos de livros (inclusive alemães), uma livraria inglesa, uma editora, um centro de documentação regional, uma galeria de arte, ateliês e um restaurante típico da idade média. Ali se realizam também prêmios internacionais na área da literatura, sendo a cidade ainda um dos principais membros da Associação Internacional de sua categoria. 
 
História
 
Localizada em meio à idílica paisagem do leste holandês - entre as cidades de Aaalten e Winterswijk (que fazem fronteira com o estado da Vestfália, na Alemanha) - Bredevoort (135km de Amsterdã) é uma atração turísitica fora do circuito central da Holanda, formado pela capital e as grandes cidades do oeste, como Utrecht e Haia. Seu nome deriva da antiga área pantanosa que dominava a região, então cortada pelo rio Slinge. A passagem dos anos extingüiu o brejo e o rio tornou-se um grande ribeirão. Ao longo dos séculos, Bredevoort desempenhou um papel político estratégico e serviu de palco para negociações entre os bispos de Münster(Alemanha) e os senhores de Gelderland, como é oficialmente chamada o "Achterhoek" ('gancho posterior' ou simplesmente o "quintal" da Holanda).
 
Em 1597, a região passou a integrar a República dos Países Baixos, depois de ter sido conquistada pelo princípe Maurits van Oranje, que dá nome ao histórico moinho local. A partir de 1696, reis e rainhas da dinastia Oranje passaram a ostentar o título de senhor/senhora de Bredevoort.
 
Além do comércio de livros, a cidade oferece alternativas de lazer que compreendem desde caminhadas pelas redondezas, apreciação da velha arquitetura local até o tradicional desfile de gôndolas (nos fins de semana da passagem de agosto e do início de setembro). As embarcações deslizam pelas águas do velho canal depois do cair da noite, adornadas com cenas da história holandesa, montadas com a utilização de luzes de bicicleta. Outras fontes de inspiração são o casario e figuras diversas. O desfile, acompanhado das tribunas instaladas às margens do canal, por cerca de dez mil pessoas, é encerrado com uma espetacular queima de fogos de artíficio.
 
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Comentários



laura - 17/09/2010
Super idee om de "onbekend" bekend te maken.Ik ga zeker een keer wandelen in Bredevoort. Mvg.laura
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