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COLUNAS
Rodolfo Torres - Rodolfo Torres - Graduado em comunicação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é jornalista e redator. Mora em Brasília desde 2005 e trabalha cobrindo política nacional.
 
Dica camarada de restaurante em Buenos Aires
 
Data: 16/09/2010
 

Único brasileiro que ainda não foi a Buenos Aires, meu primo Rafael ensaia remediar esse mal ainda neste ano. Quando me ligou recentemente, e me disse a boa nova, sem pestanejar dei a dica que daria a qualquer compatriota que esteja a retornar para aquela bela capital: não deixe de conhecer o restaurante Viejo Gómez.

Fica no elegante bairro de San Telmo, na Rua Estados Unidos, número 374. É um lugar simples, charmoso, aconchegante e de um raro bom gosto. Sim, lá podemos esquecer Paris... Com uma comida indescritível e um atendimento impecável, a brasileirada sai mal acostumada. Principalmente porque nossa moeda está valorizada naquelas terras...

Tenho de ser sincero com vocês. A intenção era apenas passar pela frente do restaurante e tirar uma foto por razões de ascendência. Contudo, caminhávamos há horas suportando a temperatura próxima de zero grau e, além da horrível sensação do frio que não passa jamais, sentíamos fome e cansaço.

O outro restaurante indicado pelo taxista só abriria em quatro horas. Ou voltaríamos para o apartamento e esperaríamos, ou arriscaríamos. Bendito espírito aventureiro, que teve a ajuda decisiva do dizer à porta “ambiente climatizado”. Poucas vezes na vida tive a sensação de uma escolha bem feita como essa.

Ao sentar à mesa, cheguei a esquecer das duas garrafas de espumante consumidas na noite anterior, de um pequeno desconforto naquela manhã e de todas as tristezas tatuadas em meu peito. Pedi vinho e comi carne, pão e batata. Foi uma ceia feliz, num lindo fim de tarde numa das cidades mais charmosas do mundo. Repito: fomos felizes no Viejo Gómez.

Ao final, como se gentileza fosse fácil, ganhamos uma taça (ou copa, como eles chamam por lá) de champanhe e a explicação de que a “propina” (ou seja, a gorjeta) já havia sido paga. Eles devolveram a nota de cinquenta pesos que deixamos em cima da mesa... Um pequeno gesto e nossa antropologia é colocada em xeque.

Voltamos ao apartamento conversando com um taxista simpático, estilo bonachão, descendente de italianos e espanhóis – mas que hasteava a bandeira argentina com muito gosto. Perguntava se a distância da Argentina para uma cidade do interior do Paraná era muita. Deu algumas teorias para o comportamento antipático de algumas portenhas e nos desejou boa sorte na vida.  
Passados dois meses, ainda sinto saudades, principalmente daquele restaurante. Uma saudade boa, que me faz pensar seriamente em aproveitar algum feriado mais esticado no próximo inverno e pegar um avião para a Argentina.

Se tivesse apenas um dia para passar na Argentina, olharia primeiramente os barcos no porto. Tomaria um café e escreveria alguma coisa num bloco de papel nas proximidades. Depois, caminharia pelo centro, compraria um alfajor caseiro e ouviria as pessoas conversando.

Depois, iria ao Viejo Gómez. E por lá me perderia até a hora da volta. Até a hora que machuca.

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Comentários



Miriam - 16/09/2010
ih, pelo jeito vc foi atingido pela mordaça. Estranho seu texto, logo você que escreve tão bem sobre política agora escrevendo coisas triviais? Uma pena, adorava seus textos sobre política :-(
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