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Polícia holandesa X Polícia brasileira
 
Data: 22/04/2007
 

por Marcella Savaget Madeira

Em uma manhã normal como todas as outras aqui em Amsterdam, hoje antes de começar a pintar como faço diariamente, terminando o meu chá e arrumando o meu atelier e a cozinha (é tenho mania de fazer sempre duas coisas ao mesmo tempo), fui jogar o lixo lá fora (os lixos aqui são fora das casas), no caminho de volta, abro minha caixa de correio e lá está ela!

Uma carta da polícia! Congelei! "Meu Deus, o que será que eu aprontei?" Antes de abrir à bendita, mil pensamentos vieram à tona. "Nada de tão grave, pois senão vinham me buscar pessoalmente e não mandariam uma carta." 

“Será que foi o lixo de ontem que me esqueci de reciclar?"
“Será que o cheiro da pintura incomodou algum vizinho?"
Pensamentos inocentes me passaram na cabeça, afinal sou uma "moça direita" as únicas "artes" que apronto são nos meus quadros, mas em um país estranho e tão certinho como a Holanda, nunca se sabe. Vai ver algo completamente normal no Brasil, como atravessar a rua fora da faixa de pedestres é crime aqui, o que de fato é.

Mas continuando, finalmente abri a carta, continuei na mesma. Maldito holandês que não dá para entender uma palavra. Tensa, tentei ler as três páginas, fiquei na mesma, mas ao não encontrar o meu nome na carta, me acalmei. Não deve ser nada tão importante. Tento focar os meus pensamentos ao quadro que pintarei hoje, vou para o meu atelier, abro as tintas e paro. “Não consigo”! Minha curiosidade de saber o que estava escrito na carta da polícia era tão grande que nenhum quadro sairia bom se eu não descobrisse o que estava escrito na maldita carta.

Ligo meu computador, vou ao Google tradutor e começo a digitar cada palavra em holandês traduzindo para inglês, no primeiro parágrafo penso em desistir, ficarei horas aqui. Mas continuo e vou traduzindo cada frase, antes de continuar a digitar.

Primeiro parágrafo:
"Na terça feira passada, 4 de dezembro, por volta das 22h35min um crime foi cometido, uma pessoa está ferida gravemente no hospital"

A carta está interessante, continuo durante uma hora, até terminar de traduzir as três páginas. Resumo da ópera, a carta é um pedido da polícia, já que eu moro perto de onde aconteceu o crime (não tenho idéia onde foi, ainda não conheço nada aqui direito) para todas as pessoas que moram perto da região, a ajudar a polícia a desvendar este crime tão hediondo onde uma pessoa levou um tiro. Posso mandar as informações por e-mail ou por carta (dentro da carta já vem um envelope com selo).

Fico admirada. Penso com os meus botões: Será que a polícia no Brasil estes dias mandou alguma carta para todos os moradores do Alto Leblon pedindo ajuda para descobrir de onde veio o tiro que matou o pobre menino que jogava futebol? Será que a polícia brasileira manda cartas para os moradores das vizinhanças quando mil pessoas por dia são assaltadas, roubadas ou baleadas? Será que a polícia mandou carta para os moradores de Laranjeiras há uns 2 anos quando eu e meu marido fomos retirados do carro por dois bandidos cada um com uma arma apontando para as nossas cabeças em plena luz do dia? Mil “serás” podem ser feitos, cada pessoa deve ter uma história pior para contar. Mas provavelmente todas as respostas serão: não!

“Mas afinal isto é Brasil, o que você quer?” Possivelmente esta seria a mesma resposta que o delegado que nos atendeu na delegacia no mesmo dia do nosso assalto, daria hoje se lesse esta minha história.

Quanto tempo ainda falta para um dia o nosso amado e tão maltratado Brasil a agir assim? Mobilizando seja por carta, e-mail ou o que for, as pessoas a sua volta a reagir, a combater, a denunciar os milhares de crimes que são cometidos todos os dias onde não apenas uma pessoa é baleada, mas milhares?!

Respondo hoje a mesma coisa que eu respondi há 2 anos, quero uma polícia ativa, uma polícia que não fica inerte, quero uma polícia que me faça sentir segura, quero uma polícia honesta. Pedir para a polícia mandar cartas para metade da população brasileira talvez é sonhar alto demais, devido ao gasto de papel e dinheiro que isto implicaria. Mas continuo querendo e desejando um país melhor, sem esta violência horrível e nojenta que está destruindo cada dia mais o nosso tão amado e maltratado Brasil.

 

 

 

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