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Funeral holandês
 
Data: 05/04/2010
 

Por Evelyn Althoff Frielink

Não importa o motivo ou quando acontece, de alguma forma a morte sempre consegue nos pegar de surpresa. Conheço pessoas que são mais compreensivas do que eu e sei que posso ser mais compreensiva do que algumas pessoas, mas se todos nós temos uma coisa em comum é o fato de que preferimos estar do lado de quem amamos e nunca dizer adeus. Em 6 meses e 13 dias morando na Holanda já participei de casamentos, nascimentos, aniversários e um funeral. Devo confessar que se tivesse que escolher, não queria participar desse último tão cedo. Mas infelizmente aconteceu.

Annie Flippo Frielink era irmã do meu sogro. Uma mulher alta com aparência de ser muito forte e independente. Eu a vi apenas uma vez, mas foi o suficiente para me causar diferentes impressões. Uma mulher sensível e preocupada mas que, ao mesmo tempo, demonstrava uma personalidade forte e um caráter rígido. Imagine a minha surpresa ao ver essa mulher consumida pelo câncer, sem a possibilidade de ser independente e fazer as coisas para ela do jeito dela. Mesmo sem a convivência, fiquei muito triste e chocada ao saber que ela estava doente, e mais ainda ao saber da morte.

E lógico que alguns fatores dessa história ajudam a aceitar melhor a morte, especialmente se considerarmos que ela estava doente no hospital por quatro meses. Mesmo assim, não deixou de levar às lágrimas 150 pessoas presente no funeral.

Na Holanda a grande maioria é cremada e, de acordo com os holandeses, o motivo é a falta de lugar para enterrar os corpos. Fica fácil de entender isso quando um grupo de brasileiros resolve sair de carro e percebe ao final de três horas que cruzou o país. O espaço territorial é de fato muito pequeno. A cremação pode levar de três a cinco dias após a morte e, nesse caso, foi de quase uma semana.

Algumas famílias optam por manter o corpo do ente em casa até o dia da cremação. Para os que não possuem as condições ideais na própria residência, existe um lugar que os holandeses chamam de AULA. Na "AULA", o corpo fica conservado até a data do funeral. Nesse dia, por algumas horas no período da manhã, todos que desejam dar o último adeus podem velar o ente querido, visitar a família e deixar suas flores ou cartas que serão levadas junto com o caixão para uma sala de oratória dentro do crematório.

No início da tarde, o corpo é levado pelo carro fúnebre para a frente da casa onde a pessoa morava. Ao parar no local, os que acompanham o carro devem prestar um minuto de silêncio em homenagem ao falecido. Após esse momento, todos seguem rumo ao crematório.

Por duas horas, família e amigos discursam sobre a vida e o relacionamento que tiveram com a pessoa falecida. Esses são revezados por dois minutos de música, dando aos convidados um momento para reflexão ou orações. Para os que realizam a cerimônia dentro de uma igreja ou templo, não existe grande diferença em relação ao Brasil. No caso de Annie, as preces e reflexões são feitas na cabeça de cada um do jeito que eles desejam ou seguindo o formato da religião que frequentam.

Ao final dos discursos, as pessoas presentes são convidadas a seguir para o restaurante que fica ao lado da sala de oratória. Conforme a família deixa o recinto, cortinas se fecham em frente ao caixão e o corpo é levado para o lugar onde será transformado em cinza. Enquanto isso, no restaurante, as pessoas presente interagem com a família enquanto tomam o chá da tarde. Ao final, antes de se retirarem, os convidados fazem fila para que cada um possa desejar condolências para todos os membros da família do falecido. 

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