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COLUNAS
Clarissa Mattos - - Baiana de Salvador, administradora de empresas e pós-graduada em Marketing e E-Business, nos últimos anos tem atuado nas áreas de comunicação e marketing. Hoje mora em De Bilt e, além de música, cinema, literatura e fotografia, adora conhecer novas pessoas, lugares e culturas.
 
Razão à mesa
 
Data: 28/06/2006
 

 

Quem nunca ficou com água na boca pensando na feijoada de domingo, no churrasco ou no cozido de sábado? Mesmo quem não gosta de cozinhar, jogue a primeira pedra se nunca caprichou na comida e na mesa para os convidados? Sim, nós brasileiros, como muitos outros povos, somos assim: a comida é muito mais que sobrevivência. É fonte de prazer, é sinônimo de alegria, é gente em volta. Já dizia Roberto DaMatta em O que faz o brasil, Brasil?, " Alimento é tudo aquilo que pode ser ingerido para manter uma pessoa viva; comida é tudo que se come com prazer...". Sim, quando o assunto é comida, somos emocionais e exagerados. Comemos, servimos muito e queremos que os convidados se fartem. Mesa posta é o mesmo que fartura. Mesmo que toda segunda-feira a gente comece um novo regime.

Se o clichê "somos aquilo que comemos" for verdadeiro, vai ser difícil definir o povo holandês. Não só pela chamada típica comida holandesa, que não é digamos das mais criativas e estimulantes, mas principalmente pela própria relação com a comida. Às vezes tenho a impressão de que para eles comida é alimento e nada mais. Não vejo entusiasmo das pessoas em servir bem, nem o prazer em compartilhar uma boa mesa. As refeições me parecem milimetricamente calculadas para o não desperdício. Às vezes penso que eles têm uma calculadora, balança ou régua especial para isso. É uma verdadeira perseguição ensandecida às sobras. 

Quando vi num programa de televisão que se uma visita inesperada chegar numa casa holandesa na hora do jantar será oferecido a ela um café e não comida, quase caí dura. Aprendemos desde cedo que devemos dividir. Ainda mais quando se trata de comida. Quem nunca partiu uma bala no dente pra dividir com um amiguinho de infância? Mais uma vez vi o quanto ainda tenho que aprender e me esforçar para entender essa cultura tão diversa. Uma coisa é certa: não dá pra ser simplista e tirar conclusões precipitadas. A história e cultura de nossos países são diametralmente opostas e aí é que se encontram as respostas para tanta diferença.

Pra terminar, nada melhor do que uma história que ouvi de uma colega espanhola do curso de holandês. Ela ofereceu para os sogros holandeses um jantar e, obviamente, se esforçou pra fazer o melhor. Serviu aqueeeeeela mesa com tapas, saladas, prato principal e tudo que se tem direito. Não é que a sogra deu um olé e perguntou: " Por que é que você cozinhou tanta coisa?" Ela não se intimidou e como um touro dos mais brabos falou: " Cozinhei tanto porque estou feliz em ter vocês aqui em minha casa. Fiz para vocês!" Resumo da ópera: os sogros adoraram o jantar, as sobrinhas foram para o freezer e todos ficaram felizes e com a barriga bem cheinha.

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