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Rodolfo Torres - Rodolfo Torres - Graduado em comunicação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é jornalista e redator. Mora em Brasília desde 2005 e trabalha cobrindo política nacional.
 
CPI: O conbustível do Congresso
 
Data: 10/02/2008
 

Brasília - A CPI que investigará as denúncias de abuso na utilização dos cartões de crédito corporativos iniciou o ano legislativo no Congresso e já se revela uma senhora ópera bufa.

 
Durante a cerimônia de abertura dos trabalhos do Parlamento, quando as maiores autoridades do país dividiam o mesmo recinto, lá estava o líder do governo no Senado a colher assinaturas entre seus pares, para que mais uma comissão parlamentar de inquérito fosse aberta. Essa CPI investigará o uso dos cartões nos governos Lula e FHC, uma vez que é preciso que o governo desgaste a oposição.
 
O dilema é que a rapaziada não está engolindo muito bem os gastos do pessoal mais próximo ao presidente da República. Um pequeno exemplo é
o segurança da filha de Lula. Ele gastou R$ 55 mil com o cartão corporativo entre abril e dezembro de 2007. Um outro, nem tão pequeno assim, é o da ex-ministra Matilde Ribeiro, que era titular da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência. Ela gastou, apenas em 2007, mais de R$ 171 mil com o cartão. Matilde foi convidada a sair do governo na semana passada.
 
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) só esqueceu de três detalhes no requerimento que apresentou aos seus pares senadores: quantos congressistas deveriam participar da comissão; quanto tempo a comissão teria para finalizar os seus trabalhos; e qual seria o dinheiro que a comissão teria para custear suas despesas (que, se brincar, serão pagas com cartões corporativos).
 
Jucá, que é um homem que goza da confiança dos seus pares, e que não tem tempo para perder com detalhes, percebeu o "esquecimento" e logo tratou de remendá-lo. Pegou o requerimento e, à mão, complementou as informações que faltavam ao texto. Assim, tão simples como uma criança que esquece de pintar o céu num desenho preparado especialmente para a mãe.
 
Contudo, as canetadas de Jucá pegaram mal. Os senadores oposicionistas, que estão de orelha em pé pelo fato de o governo ter se adiantado e pedido a instalação dessa CPI no primeiro dia de atividades do Congresso, chiaram quando souberam do remendo de Jucá.
 
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que soube dos "remendos" no requerimento por meio de sites especializados na cobertura do Congresso, pediu providências ao presidente do Senado, Garibaldi Alves  (PMDB-RN), que presidia a sessão de debates. O parlamentar piauiense lera que um funcionário da Mesa Diretora da Casa havia dito que uma rasura daquelas não tinha a menor importância.
 
Para encurtar a história, o líder do governo no Senado terá que novamente sair recolhendo as assinaturas, e desta vez apresentar um requerimento sem rasuras ou borrões. Para que uma CPI seja instalada no Senado são necessárias, no mínimo, 27 assinaturas. Jucá recolheu 31.
 
A expectativa é de que essa CPI dos cartões de crédito corporativos funcione apenas no Senado. Contudo, a oposição na Câmara também quer aparecer no Jornal Nacional e, por causa disso, vai lutar até o fim para que essa CPI dos Cartões seja uma CPI mista (formada por deputados e senadores).
 
Na próxima semana, o presidente do Senado vai se reunir com líder para saber se essa CPI irá para frente, uma vez que algumas outras já estão "na fila". Também na próxima semana os líderes da oposição no Senado chegarão de suas férias na Europa e, em terras patrícias, partirão para mais um confronto clássico - e de um maniqueísmo de história infantil - de nossa política. PT ou PSDB? Quem abusou mais dos cartões corporativos? A conferir...
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