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COLUNAS
Raphael Curvo - jornalista, advogado e comunicador
 
Diretas já sem corruptos
 
Data: 06/06/2017
 
A situação do governo Temer é periclitante política e economicamente. Política porque ninguém se entende mais sobre o apoio ao governo e a permanência em sua base. Como continuar se o governo não tem no Congresso Nacional a sua sustentação para aprovação de medidas que possam criar condições de desenvolvimento, de flexibilidade administrativa e o suporte legal as suas ações. A economia está em recessão e não resolve usar pequenos avanços como fundamento para discursos e mensagens a população brasileira, tão engabelada por governos nestes últimos quinze anos. Somos quase 207 milhões e com estimativa de 166 milhões em condições de trabalhar. Temos hoje 90 milhões de empregados, 14,2 milhões de desempregados, 13 milhões de subempregados, aqueles que trabalham bem menos do que poderiam –só 15 horas semanais, por exemplo, e ainda tem os desalentados que já não mais procuram emprego que somados aos que não querem trabalhar chegam a casa astronômica de 72 milhões sem ganhos. É uma brutal força de trabalho inutilizada pela incompetência de gerar condições para o desenvolvimento.
 
Vemos todos os dias que no Brasil só se fala de política, melhor, politicagem. A classe política, com as exceções de praxe, vive em função de disputas de cargos e favores do Executivo. Aí entra em campo o poder de barganha que toma conta e tempo da administração brasileira. A tal governabilidade nada mais é que negociatas de benesses, posições e outros favores nada republicanos. Não há mobilidade do governo em direção a gestão, não há um gestor. O que vivemos no momento é inacreditável e o País chafurda no lamaçal da corrupção e nos absurdos que seriam cômicos se não fossem sérios. É o caso da comissão de ética do Senado ser formada por vários senadores envolvidos em processos na Lava Jato e outros problemas judiciais. Que respeito pode merecer esse Poder?Que crença podemos ter nessa instituição? O que podemos esperar de bom do senado Federal que tem 28 dos 81 senadores com problemas na justiça? Na Câmara Federal 299 deputados possuem ocorrências nos tribunais, são cerca de 60% dos membros, sendo que 76 já foram condenados.
 
Assim estamos caminhando, presidente e congressistas enrolados com a justiça. Não podíamos ter outro resultado que não o que vivemos no momento. O Brasil sangra desde 2002 com a metodologia de governo com base na corrupção. Não bastasse, perdemos a confiança no Poder judiciário, principalmente na maior Corte,que tem proferido decisões bem suspeitas de favorecimentos. Mais, estão começando a deixar o âmbito do STF para se imiscuir com atos e opiniões na esfera do Congresso e do Executivo. Ao invés de buscar por alinhamento entre suas esferas jurídico processuais, se debatem entre si, não só na questão de egos, mas querendo reduzir a extensão de ações que procuram limpar este País das gangues que se aboletaram no Poder. Não há como continuar como está. É preciso uma mudança urgente e hoje 72% da população desejam uma eleição direta ainda neste ano. 
 
Temos que antecipar essas eleições, nem que for para ganhar meses. É importante que se faça a mudança. Há, entretanto, que se estabelecer regras rígidas sob pena de voltar ao cenário político todos os envolvidos com a justiça e a corrupção. Tem que ser agora para que o momento possa ser aproveitado de forma a impedir a eleição dos que promoveram essa lambança toda que desmantelou o Brasil. Deixar para outubro de 2018 é permanecer na mesma situação, uma vez que a proximidade da eleição não permitirá ambiente propício para novas regras impeditivas de candidaturas. 
 
O bom Senador por Mato Grosso, José Medeiros, propôs emenda a PEC que altera o artigo 81 da Constituição Federal para eleição direta. Sua proposta é no sentido de que, todo aquele que tiver alguma condenação ou que, denunciado e se tornado réu, não poderá ser candidato. A proposta será uma extensão da Lei da Ficha Limpa. É a chave mestra para a limpeza dos maus políticos da vida brasileira, pelos menos dos atuais. A resistência às diretas se dá por conveniência partidária dos caciques. A eleição em 2018 favorecerá o controle do comando do processo nas convenções e poderá trazer de volta ao cenário na legislatura seguinte, muitos dos hoje considerados corruptos. Sou, diante dos fatos, favorável às eleições diretas já, mas sem corruptos. 
 
 
 
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