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COLUNAS
Thiago Barros - sou Thiago Barros, formado em jornalismo pela PUC-MG em 2012, sou especialista em futebol internacional e no esporte holandês como um todo. Ao longo do tempo, vou trazer em minha coluna tudo o que agita a terra da Laranja em termos esportivos e, por motivos óbvios, afinal brasileiro ama o esporte bretão, falarei tudo sobre o que rolar no futebol holandês.
 
Viver fora do país ou permanecer em sua zona de conforto?
 
Data: 28/08/2017
 

Prezados, eu peço desculpas pela minha ausência nos últimos tempos. Realizei, enfim, o meu sonho de viver fora do Brasil. Me mudei para Lisboa. Escolhi Portugal pela facilidade do idioma, pela semelhança cultural, pelo clima parecido, pela gastronomia e também pelo custo de vida mais baixo em relação a outros países europeus. A ideia era excelente. Parti sem vontade de voltar. Mas não é tão fácil como imaginamos (ou como eu imaginei). Não existe conto de fadas para um imigrante sem planejamento, seja na Austrália, nos EUA, em Portugal ou na Holanda.

Portugal é um país maravilhoso. Um Brasil 100x melhor. O respeito no trânsito, a educação e nobreza do povo, os preços baixíssimos nos supermercados, a segurança e a facilidade dos meios de transporte realmente encantam. Mas o imigrante, sobretudo aquele que parte para um país sem emprego, formação acadêmica e conhecimento de línguas, sofre bastante para conquistar um lugar ao sol. A exploração da mão de obra é a primeira barreira a se enfrentar. Eu não gosto de usar o termo subemprego, afinal emprego é digno em qualquer área, mas existe realmente uma divisão entre trabalhar legalmente e ilegalmente. Você fica a sujeito a uma situação de escravidão, recebe pouco (quando recebe) e ainda tem que sofrer todos os tipos de humilhações por parte do seu patrão sem poder reclamar de nada, afinal você não pode trabalhar se estiver apenas como turista. Claro que tudo que eu falei não vale para quem sai do Brasil com outros tipos de visto, sendo o de trabalho e o de estudante os mais comuns.

A saudade de casa, da família, dos amigos ou dos seus animais de estimação pesam bastante. Para se aventurar em um novo mundo, é preciso estar psicologicamente muito bem preparado. Parece que ao sair do Brasil, você deixa todos os seus problemas para trás, mas nem sempre é assim. No meu caso, tive dificuldades de adaptação e sofri com a solidão de morar em um lugar sem parentes ou amigos próximos. Se mesmo assim, você acha que vale a pena deixar a sua zona de conforto e atravessar o oceano, eu aconselho que busque bastante informações antes. Partir para outro país, por mais que seja de primeiro mundo, causa uma enorme satisfação, mas é preciso criar muito menos expectativas para que sua experiência não vire uma frustração.

Eu sei que muitos de vocês se identificarão com esse texto. Alguns vivendo fora do Brasil e reconhecendo as dificuldades, como por exemplo o clima que pode ser um grande problema em invernos mais rigorosos como na Holanda ou em países da Escandinávia. Outros verão o meu texto da mesma forma que eu veria antes da minha viagem: “isso é uma bobagem, ele é fraco.” Talvez seja verdade. Eu só aconselho ponderação e planejamento adequado para não transformar o sonho em terror. Tentem ir com um visto, com um emprego ou uma quantia financeira que garanta sua estadia, além de falarpelo menos o trivial de inglês (até mesmo para Portugal). Ilegalmente não é uma boa opção, afinal você vive em um submundo de pessoas exploradoras e sempre correndo o risco de ter o seu sonho abortado por uma traumática deportação.

Observação:

No meu caso específico, eu fui com o meu companheiro, eu com a atividade de jornalista e ele como turista. Ele planejava um trabalho digno e caiu na mão de exploradores, tendo trabalhado sem receber. Portugal, vale ressaltar, fornece a opção de visto para quem consegue um contrato de trabalho depois dos três meses como turista. Esse caminho, no entanto, é bastante inseguro, pois a sua solicitação pode ser negada pelo SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) sem nenhuma explicação. Enfim, eu cumpri os meus objetivos, mas a saudade de casa bateu mais forte, além de problemas familiares que não vem ao caso neste momento.  Mas arrependo-me bastante de não ter planejado melhor minha mudança que acabou tornando-se apenas uma aventura pela Península Ibérica. 

 

 

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