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COLUNAS
Raphael Curvo - jornalista, advogado e comunicador
 
Sonho impossível
 
Data: 30/10/2017
 
Já se sabe com segurança que mais de 60% das novas profissões estão a caminho para pousar no mercado de trabalho até 2020. Inúmeras inovações estão sendo gestadas para se fazerem presentes na vida laboral moderna que será imposta pelos produtores e absorvedores de novas tecnologias. Elas, inovações, vão exigir forte demanda por criatividade para aprender, para empreender, para realizar projetos e por aí vai. Tudo isso passa por um avançado aprendizado que tem por base excelente educação tecnológica, ou seja, integração entre a educação e a tecnologia. Acredita-se que essa integração, que já ocorre nas melhores escolas do mundo, é o prenúncio de radical transformação da educação. Existe, em várias partes do mundo desenvolvido, um novo relacionamento da criança com o aprendizado. É a exigência ante a evolução do mercado de trabalho que está, cada vez mais, tendo suporte direto na tecnologia. 
 
Diante do definitivo avanço das tecnologias em qualquer escala de produção, prevê-se que a Nação que não se adequar aos novos tempos sofrerá impactos imprevisíveis no desenvolvimento e na capacidade produtiva nacional. Para que se construa um parque industrial com essa expectativa evolutiva, o Brasil teria que realizar um salto de qualidade quase inimaginável no seu sistema educacional. O Brasil está fadado a permanecer no fosso educacional em relação ao mundo desenvolvido. Temos 85% de nossos alunos estudando em escolas públicas, sucateadas pela ignorância dos jovens, despreparo dos professores, falta de educação familiar e a conivência de quem administra esse vital campo evolutivo de um povo, que é o Estado. Que futuro pode esperar essas crianças, essas gerações que todos os anos são jogadas na lata de lixo? Que qualidade salarial terão os brasileiros com esse alarmante distanciamento das tecnologias e do conhecimento? Por anos, eu e muitos outros, escrevemos sobre a péssima preparação, pelas universidades, daqueles que terão a missão de ensinar e levar o conhecimento aos milhares de jovens que chegam a idade escolar todos os anos. O cerne da questão educacional tem como ponto vital a preparação destes profissionais.
 
Os dados apurados pela ANA – Avaliação Nacional de Alfabetização e publicados no Estadão, trazem a terrível constatação em que se encontra o ensino no Brasil. O teste de avaliação foi aplicado para 2,1 milhões de estudantes em 48 mil escolas públicas e teve como resultado a informação de que 54% dos alunos do ensino fundamental, 3º ano, não conseguem realizar operações matemáticas de cálculos simples. A mesma situação se dá com a leitura e a matemática é consequência desta porque não há como entender os conceitos matemáticos se não for capaz de ler e compreender o que lê. A verdade é que o Brasil vive de mentiras em todos os campos e atividades. O marketing coloca nas mentes falseamentos da situação que estamos passando. O nosso futuro é ser a favela do mundo, assim como hoje são as favelas cariocas, as mais conhecidas de todos. O fosso educacional, tecnológico, qualidade de vida e outros conceitos de povo desenvolvido é gigantesco, já na escala do imensurável. Para o mundo, somos o que a favela representa hoje para os do “asfalto”.  
 
Chegamos a um ponto em que, para reverter isso, necessário seria uma mudança radical nas casas que “representam” e “governam” o povo brasileiro. Com esse quadro representativo atual não haverá nenhuma perspectiva de mudança nessa situação em que vivemos. Tem que ocorrer uma ruptura com o status quo e ela não será alcançada com as condições normativas que continuam em vigor para a formação de novos quadros governamentais, o Executivo e Legislativo. Nenhum deles são aptos a pensar um novo tempo para o Brasil, ainda temos quem dança em plenário, algo que se pensava de um passado distante. Com todo esse painel exposto, diga-me leitor, onde e quando teremos lugar no mundo desenvolvido. Computadores nas escolas públicas foram utilizados como cooptação de voto nas urnas, iludiram a população com a crença de que estávamos evoluindo no ensino. Mudanças políticas tem que acontecer rapidamente para evitar mais sofrimento à população e, principalmente, às crianças que estão vindo para o País da desesperança, para o Brasil do sonho impossível.
 
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