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COLUNAS
Jacó van Dijk - sou um brasileiro nascido de pais holandeses, em Campos de Holambra, no sul do estado de São Paulo. Após concluir meu curso de Agronomia na UEL, em 1991, vim à Wageningen para fazer um mestrado e acabei ficando por aqui... Meu cérebro irrequieto e inquisitivo gosta de observar e analisar, descrevo hábitos holandeses e questiono profundamente nossa conduta em relação à nós mesmos e ao meio ambiente
 
COISAS HOLANDESAS – Belas
 
Data: 06/11/2017
 
 
 
Cerca de 1000 anos atrás, pioneiros vindos de Utrecht fundaram Amsterdã, no ponto onde o rio Amstel desemboca no Mar do Sul, um braço do Mar do Norte. Construiu-se diques, uma igreja (hoje conhecida como Igreja Velha, o prédio mais antigo ainda existente na cidade), uma barragem (dando o nome à cidade: “barragem do Amstel”) e um porto. 
 
Por sua localização e função portuária e comercial, o povoado cresceu rapidamente, necessitando, constantemente, uma grande quantidade de trabalhadores, além da presença de marinheiros, todos homens solitários…, com eles vieram também aquelas com a mais antiga profissão do mundo: as mulheres do amor pago. 
 
Quem ainda nunca ouviu falar do Distrito da Luz Vermelha, a zona de prostituição mais famosa do mundo ocidental? Uma área de 60 mil m² em torno da Igreja Velha, nos arredores da barragem e do porto, onde desde o início as cortesãs se fixaram.
 
No século XV a prostituição era legal, havia concessões para se manter um bordel. Entre 1578-1809 a cidade foi liderada por protestantes opostos à prática, nesta fase os prostíbulos se tornaram clandestinos, na forma de teatros, “casas de música”, albergues, salões de beleza, cabeleireiras, etc., a partir de 1750 a prefeitura passou a tolerar as atividades.
 

 
Durante o domínio francês a libertinagem continuou proibida, mas se introduziu um sistema de registro de mulheres e casas de tolerância, com controles médicos das mulheres, para o bem da saúde pública. O sistema acabou sendo pouco efetivo, pois o ramo temia repressões, segundo a polícia da época havia 19 bordeis (nas quais trabalhavam 11 holandesas e 99 estrangeiras), 17 “casas de encontro” e 139 cervejarias suspeitas.
 
Nos anos 30 do século passado a cidade contava (provavelmente) 150 meretrícios camuflados, em torno da igreja não era permitido atrair os clientes na rua, mas se podia sentar atrás de uma janela com as cortinas semiabertas, início do costume da “prostituição de vitrine”. Nos anos 60 a prefeitura passou a tolerar a prática abertamente, segundo a polícia havia cerca de 300 garotas de programa, trabalhando em 190 casas. Instituições de serviço social contestam estes números e acreditam que havia 3 mil delas, trabalhando em 500-600 casas.
 
Em outubro de 2000 a prostituição foi legalizada em Amsterdã, a prostituta é uma profissional registrada, com direitos e deveres. Desta maneira se tenta controlar o ramo, com a intenção de diminuir a criminalidade: o comércio de drogas, a lavagem de dinheiro e o tráfico de mulheres, entre outros. Surtiu um efeito contrário, entre 2003 e 2009 o número de denúncias sobre o tráfico de mulheres quadruplicou… Estima-se que 50-90% das 4000-7200 prostitutas trabalha sob coerção de um cafetão e apenas 2% das mulheres têm prazer no trabalho, 90% delas são estrangeiras. No momento a prefeitura faz de tudo para reduzir o número de casas.
 
Há uma organização oficial (única no mundo), subsidiada pelo Governo, De Rode Draad (“O Fio Vermelho” -linha do destino), defendendo o interesse e os direitos das prostitutas, intermediando entre mulheres e cafetões, trabalhando em conjunto com a prefeitura, a polícia, organizações de serviço social e de saúde. Há também uma pequena estátua de bronze, Belle, dedicada a todas as prostitutas, localizada na pracinha ao lado da igreja, com a seguinte inscrição: Respect sex workers all over the world (respeito às trabalhadoras do sexo no mundo inteiro).
 
 
O Distrito da Luz Vermelha é uma das grandes atrações turísticas de Amsterdã com inúmeras atividades (teatros, cinemas, peepshows, lojas de produtos sexuais, bares topless), luzes coloridas e fluorescentes, sons alegres, risos e o ruído de turistas (as vezes com a família inteira), dando uma caminhada pela zona, “mexendo” e interagindo com as moças aparentemente alegres e descontraídas, sentadas atrás das janelas, de calcinha e sutiã, esperando por um cliente. É só fachada, pois a realidade é bastante deprimente…
 
 
 
 
 
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