Por Nancy Niemeyer

Essential Killings, do diretor/produtor/cinegrafista polonês Jerzy Skolimowski, foi o filme escolhido para a abertura do festival, com duas projeções para o público no Pathé. Logo após, todos os presentes foram convidados pra a festa de abertura no de Doelen com direito a um drink. Pillow Fight Party, da programação Not Kidding no Your Space, foi o filme de abertura para o público do futuro (a partide de 4 anos de idade).
Na segunda medate do 40º IFFR, já podemos perceber os sinais sucesso de público e de negócios desta edição. A delegação brasileira já está toda presente e, de lambuja, ainda encontramos brasileiros envolvidos com festivais ou diretamente com a indústria de cinema que chegam ao festival por motivos vários.
É o caso de Antonio Leal, diretor do CINEfoot, e de Tetê Mattos, diretora do Araribóia Cine, epecialistas em curtas e longas só sobre futebol, que a caminho dos festivais de Clemont-Ferrant e Berlim resolveram dar uma paradinha em Roterdã e buscar oportunidades de novos mercados e parcerias.
A quantidade de filmes brasileiros não é muita, mas a qualidade e originalidade estão em alta. Helvécio Marins Jr., nome imprescindível na delegação brasileira, apresenta-se produtor do filme The Sky Above (O céu sobre os ombros) que concorre ao Tiger Awards e como um dos 14 diretores do Neverquiet. Aliás, diga-se de passagem, com uma experiência de 10 anos de IFFR, Helvécio e seus companheiros do grupo TEIA dominam os caminhos do festival através de muita determinação e contatos consolidados todos esses anos.
Sérgio Borges, diretor de O céu sobre os ombros, explicou que a idéia do filme originou-se no livro Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino, onde as histórias tornam-se tão improváveis que ninguém mais sabe o que é real ou imaginário. Por isso, foi à busca de personagens com histórias pouco prováveis. Os três personagens não foram premeditamente escohidos para serem masculinos mas, como as histórias e o pano de fundo são um tanto brutos, o clima masculino favoreceu o filme. O tema é super atual à medida que percebemos que, presos a nossa perspectiva, nosso "eu" sempre é um personagem(sic). Primeiro longa metragem após uma carreira de vários curtas, Sérgio apresenta-se no IFFR como o “cara mais boa gente do mundo”. Afável, atencioso, sem nenhuma arrogância ou pretensão, conversar com esse jovem diretor foi um grande prazer; assistir seu filme, foi outro.
Mais informações sobre os filmes brasileiros você pode encontrar aqui:
http://www.filmfestivalrotterdam.com/nl/iffr-2011/wereldkaart/?continent=sa
Para quem mora no norte da Holanda, o Pocket Edition do IFFR em Groningen começa amanhã. A impressão é que os favoritos do IFFR foram selecionados e, se você mora nesta região, não deixe de participar.