Faça do Brasileiros na Holanda a sua página inicial Compartilhe Compartilhe
Anuncie Aqui Anuncie Aqui
logo banner banner banner
 Clima   Traffic  moeda positivo Como anunciar
setinha Aprenda Holandês
setinha Classificados
setinha Como chegar
setinha Entrevistas
setinha Férias escolares
setinha Forum de discussão
setinha Indique o site
setinha Integração Civil
setinha Livro de visitas
setinha Missas em português
setinha Promoções telefônicas
setinha Revista
setinha Turismo
setinha Viagem de menores
setinha Vídeos
Press award

COLUNAS
Raphael Curvo - jornalista, advogado e comunicador
 
Valores
 
Data: 27/02/2011
 

 

Lendo os escritos de Arnaldo Jabor sobre mercado em que a alegria é o produto a ser produzido e consumido como qualquer outro encontrado nas vendas e supermercados, voltei meu pensamento para a China, a segunda maior economia do mundo com PIB de mais de seis trilhões de dólares e uma reserva em caixa de cerca de três trilhões de dólares. É um crescimento considerável em relação ao tempo em tudo isso se processou, pouco mais que duas décadas. Nesta última a China cresceu aproximadamente seis vezes mais que o Brasil. Mesmo que ainda muito longe dos valores da economia americana, a maior do mundo, que tem um PIB de quase quinze trilhões de dólares, a China continua em ritmo frenético de crescimento e expansão da qualidade de vida para a população. Já são por volta de 600 milhões de chineses que conseguiram um pequeno lugar ao sol.

Muitos vão dizer que para a economia chinesa chegar aos valores americanos é uma questão de tempo. Pode ser uma vez que a meta do governo chinês é voltada a investimentos de alto grau no desenvolvimento de tecnologia. Isto sem falar na absorção daquelas que para lá são levadas pelas indústrias dos Estados Unidos e boa parte do seu capital tecnológico inovador.  Milhares de empresas americanas, que já passam de 80 mil são atraídas para o solo chinês em razão das reais possibilidades de altos lucros o que não acontece em solo americano. Estas empresas made in USA invadem o mercado mundial como maior facilidade pelas condições incomparáveis de preços com os praticados pelos produtores da terra do tio Sam. Esta engrenagem, ou parte dela, é que leva a economia americana a andar em passos lentos na sua recuperação. Por ironia, a China é obrigada
a financiar o governo americano de forma a manter a sua exportação em alta. Afinal o consumidor americano coloca no mercado em torno de oito trilhões de dólares em circulação todos os anos.

A China cresce, mas há um outro crescimento muito maior que a economia, apesar desta alimentar a outra que é a indústria do lazer, da cultura. Milhares de grupos culturais se formam diariamente pelo território chinês. Casas noturnas, parques etc. estão a pleno vapor e existe no consciente chinês a estrutura, o pilar de que é preciso viver e se expandir na qualidade de vida sem, entretanto, a obrigação de produzir felicidade que para eles está incutida na sua forma de viver os seus valores e se divertir com o que é possível. Não entra no seu modo de vida a necessidade consumista como fator fundamental de felicidade. Esta é uma conseqüência do seu modo interior de ser. Enxergam com olhos coloridos e em muitas cores tudo que para a visão do ocidental há uma necessidade de ser impulsionada por algo externo e de consumo da sociedade.

Não foi, como escreveu Jabor, customizada pelos valores da vida da sociedade americana, o padrão do mundo. Ocorre que, se por um lado há essa barreira cultural para frear o modus vivendi americano, razão da alta poupança dos chineses, por outro há um ponto de valor considerável e que, talvez, vá manter por muitos anos um equilíbrio nessas duas condições de viver. Com a invasão das empresas capitalistas no mercado comunista, o processo político, econômico, de mercado etc. exige uma integração de governos e interesses que formatarão, já escrevi isso em artigo anterior, a política no mundo, seja em que aspecto for. Vai demorar ainda um longo tempo para que a China se liberte da tecnologia americana e de suas empresas trans e multinacionais que apresentam uma inovação e produção de tecnologia em ritmo muito superior que as empresas chinesas.

E nós? Como estamos nesse papel de inovação e evolução tecnológica? Como anda nossa educação para levar nossas gerações e, como conseqüência, o crescimento empresarial a patamares aceitáveis? Até quando vamos ficar catando minhoca para o pescador em troca de um peixe? Enquanto a nossa educação for entendida como processo político e não de formação
de capacidades, ficaremos à margem da evolução mundial que dá um sopro aos brasileiros pelo dinheiro especulativo que aqui aporta e pelas commodities minerais e agrícolas. No mais, seremos apertadores dos parafusos dos equipamentos que de lá chegam e fazem a alegria do povão, muda até a classe social. Tem nada não, pela Sapucaí passarão em breve nossos valores.

 

Share
 
Comente a coluna
Comentários



Fábio - 01/03/2011
Gostei do artigo. Estuda Brasil,estuda!!!
Relacionadas:
    Não há colunas relacionadas

 

Siga-nos Facebook Twitter Orkut
publicidade publicidade
publicidade publicidade
publicidade publicidade
publicidade publicidade
publicidade publicidade
publicidade publicidade
publicidade publicidade
publicidade
publicidade
Revista:
revista

Video:


 
Importante: Todas as colunas são de única e exclusiva responsabilidade dos seus autores, não refletindo a opinião dos mantenedores deste portal.
setas
Site criado e mantido por Marcia Curvo.Todos os direitos reservados. Reprodução proibida ©2010.
Para anúncios ou sugestões entre em contato conosco por e-mail.
Telefone: (31) (0)6 18 200 641