O antigo comandante militar do exército da República Sérvia, Ratko Mladic, líder das tropas que mataram cerca de oito mil meninos e homens muçulmanos bósnios em Srebrenica em 1995; indiciado por crimes contra a humanidade e acusado de ser um dos responsáveis pelo sangrento cerco de 44 meses a Sarajevo pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), chegou nesta terça-feira à prisão de Scheveningen em Haia, na Holanda.

Mladic, após viver 16 anos como fugitivo, foi finalmente extraditado para o TPI criado especificamente para apreciar os crimes durante a guerra da Antiga Iugoslávia, onde fica o tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU). Até então, ele era o fugitivo de guerra mais procurado do mundo, sendo acusado de coordenar a maior atrocidade cometida na Europa desde a Segunda Guerra. Juntamente com o Radovan Karadzic, antigo presidente da República Sérvia, permaneceu impassível e impiedoso no massacre étnico realizado por durante três longos anos, na Bósnia Herzegovina.
Embora seja alvo de um mandato de prisão internacional desde 1996, Mladic viveu abertamente em sua casa em Belgrado, capital da Sérvia, onde foi detido na última quinta-feira (26).Também será julgado aqui no TPI o braço político de Mladic no extermínio de muçulmanos, Radovan Karadzic. Mladic pode ser condenado à prisão perpétua, já que as acusações contra ele são as mais graves no Direito Internacional.
Com a prisão do ex general servo-bósnio, carniceiro da Bósnia, poderão se iniciar as negociações para que a Sérvia futuramente torne-se membro da União Europeia (UE). O bloco europeu se recusava a tratar do tema antes de a polícia sérvia deter tal ex-general.