Estão tentando rifar a Presidente Dilma. Primeiro foi a pressão por cargos e muitas chantagens no cardápio congressual. Depois vem o do pijama e solapa o cacife político da presidente e faz aparição como se ainda fosse o titular do Planalto. Não bastasse, ela recebe forte artilharia de seu próprio partido e encontra pelo caminho novas chantagens para a permanência do Palocci. Quando viu o circo pegar fogo o ex presidente desaparece do território nacional em razão da “insustentável leveza” do Palocci deixando à presidente o ônus de todo o processo que criou com o indicado por ele. Mais, que já se sabia confuso e inexplicável ante os fatos anteriores junto ao próprio ex presidente. O Supremo Tribunal Federal-STF, o último bastião da moralidade sucumbiu aos favores advindos de nomeações e aprovou o último ato do ex presidente que, não podia ser ao contrário, deu guarida a um criminoso.
Somados a tudo isso, no plano internacional o Brasil vem sofrendo com as trapalhadas conscientes dos argentinos no relacionamento comercial. A presidente argentina, em ato de total desfeita com a moral e ética, entrega em ato solene na Casa Rosada, sede do governo argentino, condecoração ao presidente venezuelano Hugo Chávez, o homem das liberdades democráticas e de opinião. Agora, o índio que está presidente da Bolívia, “regulariza” todos os automóveis que estão sem documentação, não importa se roubados no território brasileiro. E o prazo para tal é longo e deverá aumentar o roubo de automóveis no Brasil e com ele, muitas mortes de brasileiros proprietários. Até o momento deste escrito, não vi nenhuma manifestação de qualquer autoridade brasileira, menos ainda do Ministro da Justiça.
No campo interno surge do sarcófago o ex presidente Fernando Henrique Cardoso com suas profundas análises sobre a questão das drogas. Em síntese diz que devemos descriminalizar a droga para aniquilarmos os traficantes, ou seja, danem-se nossos jovens. A preocupação tem que ser os traficantes. O difícil foi observar a intenção de justificativa senil ao dizer que “errei, perdemos a guerra”. Até parece que muitas foram às atitudes tomadas pelos nossos governantes em relação ao tráfico de drogas. Foram políticas acéfalas e desprovidas de um planejamento de longo prazo. Construir 27 postos de fronteira é algo hilário ante os 2,7 mil Km de extensão de nossas divisas com o Peru, Colômbia, Bolívia e Paraguai. Como diz o dito popular, “coisa para inglês ver”.
Busca-se um debate sobre as drogas com o documentário “Quebrando o Tabu”. Balela. O que na verdade está por traz disso é a publicidade do filme e trazer a tona o FHC. Debates existem em muitos lugares neste Brasil e há muito tempo, desde a minha época de PUC-RIO. O próprio filme “Tropa de Elite” é um grande mostruário da situação das drogas e lançou o tema para debate na sociedade brasileira. FHC como tal se engajou em propostas que são, em toda sua essência, ridículas e mal avaliadas e postas. O que me impressiona é que viu com os próprios olhos os acontecimentos em países que tiveram essa postura. O tráfico e consumo de drogas ganharam novos e numerosos atores. O aumento de traficantes está diretamente ligado ao aumento de consumidores que se, descriminalizada a droga, será assustador. Em países com elevados índices de cultura já foi um desastre, como será então no Brasil com a baixa formação educacional que temos.
Mal conseguimos evitar mortes nas portas dos hospitais e ainda FHC pensa em um sistema de saúde para atendimento aos usuários de entorpecentes. Será que ele passou pela Cracolândia antes de ir a Suécia? O melhor tratamento para os dependentes é o trabalho, se possível no campo, para produzir alimentos. A enxada é a melhor terapia. A partir daí começam a tomar consciência de grupo, de família e do papel deles na vida.
Qualquer jovem está em busca de liderança, de pessoas de respeito e de valores. Entretanto, ao se deparar com a clareza social e política, encontra um campo minado pela corrupção, pela safadeza, pelos desmandos e por uma série de estupidez administrativa e cultural como as últimas patrocinadas pelo Ministério da Educação. Assim, no 2+2=5, nóis vai aprendendo a “desaprender” e vem a pergunta: que País é este?