Pelo visto dos últimos acontecimentos, o Partido da República - PR não precisou nem de ensaio para a dança das festas juninas. Os fatos e assuntos ainda a eclodir nos levam a pensar que o poço é mais fundo que o fundo imaginado. O PR é resultado da escolinha do Lulla que ao longo dos oito anos de governo aplicou, com maestria de pós doutorado, os ensinamentos de como se proceder e exercer o comando de um governo em um País de subdesenvolvidos cultural e educacionalmente. O Brasil é composto de massa consistente no bojo dos analfabetos funcionais.
Chega a ser patética a reação dos senhores deputados líderes de partidos da situação ante a decisão da presidente em levar a cabo a faxina. Ameaças estão à solta. Exigem tratamento igualitário nas penas aos malversadores do patrimônio público, dos larápios do cofre estatal. Não conseguem aceitar isoladamente o peso da roubalheira que grassa desde 2003. Um deles chega a exigir que tais procedimentos tenham efeitos em todo o escalão ministerial, em todos os Ministérios. Acreditar que irão “peitar” as decisões do planalto nesta faxina passa a ser irreal. É assinar a própria sentença de morte política.
Não há como enfrentar situação eleitoral futura caso os partidos abracem a defesa dos pares flagrados com a mão na botija. É defender o código de ética dos ladrões, aquele a que se referiu o advogado do assassino do estudante da USP em abril passado. Na época do governo anterior, esse procedimento era o adotado sempre, com o argumento de que ninguém sabia de nada, e pronto, estava justificado e nada acontecia. Quando muito eram considerados aloprados. A atitude da presidente está definindo que os caminhos serão outros e as estradas vicinais, aquelas dos desvios, serão bloqueadas, no mínimo terão barreiras, o que já representa algo.
A forma de governar atual não permite, pelo que se vê, que o dinheiro público sirva de suporte para estabelecer parcerias políticas e eleitoreiras. O presidente anterior fazia e usava do cofre estatal como se fosse uma conta privada e da qual podia se utilizar livremente. Com distribuição farta de favores e dinheiro, o ex presidente construiu um nome de areia que aos poucos vai se desfazendo. Isso é visível quando manifesta a sua intenção de visitas aos estados e pessoas de projeção popular, como forma de manter sua imagem na mídia. “Vou viajar por todo o Brasil”, diz ele com certa preocupação ante o crescimento nas pesquisas da nova ocupante da presidência.
Esse apoio da sociedade as ações da presidente Dilma, em fazer a faxina na estrutura de governo, obriga os partidos da situação em frear seus ímpetos de revide ou mesmo de cobranças. O povo, mesmo com pouco grau de formação, tem resquícios de inteligência e sabedoria para perceber que está certa a ação do governo em promover uma limpa dos corruptos dos seus quadros. Ficou claro nas atitudes presidenciais que o quarto poder, a imprensa, tem que assumir a sua vocação de ser investigativo e dar caminhos ou indicações sobre onde e quem deva ser exonerado a bem do serviço público. Não há melhor instrumento que a informação e publicação de ações corruptas pelos ocupantes de cargos públicos.
Todo procedimento da presidente neste novo norte que está se direcionando seu governo será bem visto por toda a sociedade, principalmente pela nova geração que passa a ter esperança de que o seu futuro pode ser melhor. Para realizar, é preciso acreditar e me parece que é essa a postura da presidente. Ela acredita no que faz. É verdade que não será uma tarefa fácil, ante os vícios de anos de malversação do dinheiro público, de desmandos e farra com os órgãos de governo. Está na hora de dar um tratamento sério a liturgia do cargo, de maior respeito, fé e crença. De gerar confiabilidade naquele que está à frente dos interesses da Nação, do povo brasileiro.