Esta semana o Brasil mostrou com muita clareza o que falamos em artigo anterior. Mais uma vez e em conta gotas está mostrando a sua cara. Os homens que fazem parte do governo brasileiro e que de uma forma ou de outra influem no nosso destino como cidadão, estão maculados e sem condições de participarem da administração pública. A bancada do PMDB, o maior partido no Congresso Nacional, não encontrou alguém com razoável condição de não oferecer constrangimentos à presidente com sua ficha corrida. Tentaram jogar o abacaxi na mão da presidente Dilma para se livrarem de futuros problemas com o novo indicado.
Como não podia deixar de ser, por livre e espontânea pressão, coube ao patriarca do submundo, a sina do Maranhão, escolher o novo Ministro. A presidente, com toda certeza, não se livrou de problemas na pasta do Turismo e isto terá novos desmembramentos em curto prazo. Oriundo do grupo Sarney, não há como estar com a ficha limpa. É da natureza dos políticos e da política do Maranhão, raras exceções, o uso do“banco” público como alternativa ao privado, e isto é histórico. Estão aí exemplos como as Fundações, helicópteros, empregos de parentes, publicações oficiais secretas etc. É uma questão de tempo.
Não há um único ângulo para se olhar sem que alguma podridão se manifeste. As dificuldades das obras na Copa não estão na incapacidade de execução pelas empreiteiras. Elas estão no ninho da corrupção, o governo e seus apoiadores. Os valores orçamentários das obras são difíceis de serem estabelecidos em função das propinas que os empresários obrigatoriamente têm que inserir em seus cálculos e que a cada dia aparece mais um para a lista dos favorecidos. O projeto executivo de uma obra não é bem visto. Não permite adendos constantes e intermináveis. É com certeza esta situação que tem provocado o atraso nas obras da Copa do Mundo.
A presidente Dilma Rousseff defende que o Brasil está fora do contexto de crise mundial. Até acredito, como muitos, que em um primeiro momento de avaliação podemos ser confiantes. Ocorre que os números da economia mundial estão, pela lógica,mostrando um viés vicinal que poderá nos levar a um precipício denominado “Buraco do Inferno”. Nossa economia está atrelada aos ditames do governo chinês. Isto se dá pela herança do governo Lulla na realização da proeza deafastar o Brasil dos melhores mercados consumidores de produtos manufaturado-industrializados. Já estamos no patamar de 80% de nossas exportações voltadas para a China.
Elas são todas sustentadas pelos produtos primários, commodities, e estão concentradas em soja, petróleo e minério de ferro que atendem a economia chinesa no seu crescimento alimentício, industrial, de empregos e riqueza nas suas exportações. O mundo está sugando a riqueza brasileira via exportação das commodities e investimentos especulativos que entram mascarados no mercado financeiro do Brasil como investimentos diretos – IED. Não bastassem, os produtos vindos da China encontram países parasitas tipo Vietnã, Tailândia, Argentina e outros “hermanos” para servirem de ponte nessa importação e com isso livram os chineses dos impostos do fisco brasileiro e concorrerem com preços baixíssimos com o similar nacional. Um dia isso vai babar.
De quem é a culpa disso? De quem governa e quer saber apenas do caixa para bancar a corrupção. Futuro? Para que futuro? Fala-se tanto em obras, mas não se vê nada que justifiquem osbilhões orçados e liberados. Não existem obras de grande porte concluídas. Estradas matam aos montes por problemas de descaso na sua manutenção e nada sefaz. É por essa razão que devemos voltar às ruas e exigir a faxina da presidente na administração pública e com isso tomar a consciência de que devemos fazer a nossa parte, como cidadãos, nas próximas eleições, a nossa faxina. Caso contrário eleitor, é terra arrasada.
Convocação: convoquem todos os brasileiros, religiosos, ateus, prostitutas, drags, gays e simpatizantes, profissionais liberais, sindicatos sem ficha suja, Ongs, jornalistas e mídias e todo ser pensante honrado a procurar a organização em seu estado/cidade ou pela internet, para se informar do levante marcado para odia 12 de outubro de 2011.