*Texto: Rinske Wels | Fotos: Eline Hensen
Tradução: Elaine P. Morais
Nos Bastidores - Bubo Damen
Quem é você?
"Bubo Damen. Eu sou produtor, principalmente de filmes, teatro e festivais. Festivais com um tema de um grupo da população pensem em Marrocos, China, Turquia, Hungria. Mostrando desta maneira o que uma cultura tem. E, se possível, mostrando como nós, na Holanda estamos em dívida para com essa cultura. "
O que você faz?
"Agora eu estou trabalhando no Festival Brasil Amsterdam. Com esta intenção, estive por duas vezes no Brasil com a Anneke Hogenstijn e o Simon Reinink. Nós três temos as nossas especialidades. Anneke tem se concentrado na programação musical e o Simon como diretor é muito importante, porque o Concertgebouw tem um nome enorme, todo mundo sabe disso. Eu lidei com as várias autoridades no Brasil e com as finanças. Durante uma viagem destas, nós temos imediatamente a oportunidade de divulgar o festival e de lançar as bases para possíveis investimentos futuros. Em seguida a idéia se forma: é assim que vamos fazer isso. Depois começa o processo das decisões: Quem pode? Quem não pode? Isto tudo eu faço. Negociar datas, taxas e assim por diante. Mas também consultar os parceiros do Brasil Festival Amsterdam. Eles são responsáveis pela sua própria programação, mas eu os auxilio com isso. O Concertgebouw assumiu a liderança e procurou outros parceiros. O festival inclui não só a música, inclui teatro, artes visuais, literatura, dança, na verdade, todas as disciplinas.”
Como trabalha o seu departamento?
"Eu sou temporariamente contratado pelo Concertgebouw para fazer este trabalho como produtor e coordenador. Neste momento eu estou 'na casa', assim é mais fácil porque tenho constantemente a necessidade de compartilhar informações e de prestar contas. "
Como é o seu dia de trabalho?
"Eu estou muito ao telefone, tenho um monte de e-mails e tenho um monte de compromissos com pessoas. Não há nada de estranho num dia de um produtor no escritório, haha. "
Qual é a melhor coisa sobre o seu trabalho?
"Que você finalmente faz algo acontecer como esperamos, e que seja apreciado pelo público. Com um festival, você faz uma coisa única. É um processo criativo com múltiplos parceiros, o que é muito divertido de se fazer.”
Qual é o maior desafio em seu trabalho?
"Fazer um festival de alta qualidade e grande variedade. Mas há muitos desafios. É como um mosaico. Não me preocupo com as pedras soltas, se o mosaico como um todo tornou-se bonito, estou satisfeito. "
O que você experimentou de estranho ou incomum?
"Porque nós trabalhamos com muitos músicos diferentes, às vezes você percebe que as pessoas têm um caráter único. Nelson Freire é um brasileiro - ele vem - mas ele também é um músico conhecido internacionalmente. Ele trabalha e faz compromissos da maneira como estamos acostumados aqui. Há partes em que o negócio é muito diferente. No Amsterdam Índia Festival em 2008, houve de repente um tocador de cítara que não pôde vir. E nós realmente tínhamos um compromisso. Você pode ficar muito zangado, mas eu sou muito lacônico em relação a isto. Isto me faz imediatamente pensar: a quem chamaremos então? Deve haver um tocador de cítara no mundo que esteja livre? Eu comecei a telefonar: "Bom dia, aqui fala Amsterdam. E finalmente consegui. È uma questão de estar aberto e de ser flexível. "
Como você chegou ao Concertgebouw?
"Eu não me acho especialmente criativo. Eu colho muito dos outros. Por isso, depois de uma carreira como cineasta, comecei com produção: acompanhando diretores de cinema, de teatro. Eu quero ser surpreendido, ultrapassar limites. Por isso eu gosto de trabalhar com personagens bons, fortes e complexos, com uma visão artística clara. Delicioso. É um parque de diversões . E eu sempre posso escolher. O primeiro projeto que eu fiz para o Concertgebouw foi o Het Ultieme Misverstand no final de 1998. Mas quem me convidou na época? Não tenho nenhuma idéia. "
Existe vida fora do Concertgebouw?
Rindo: "Claro. Eu fotografo e gosto muito de caminhar. Mas eu também tenho sorte que o meu trabalho é meu hobby. "
Qual é para você o lugar mais bonito do Concertgebouw?
"De preferência, eu fico no Salão Grande, bem atrás, sob o balcão." Rindo de novo: "Isso é muito típico eu, de qualquer maneira."
Dica de concerto de Bubo Damen
Orchestre Révolutionnaire et Romantique en The Monteverdi Choir sob a regência de Sir John Eliot Gardiner: 25 de outubro, Salão Grande. O Monteverdi Choir executa três famosas obras corais de Brahms, Stravinsky e Bruckner.
*Publicado com autorização dos autores.
Texto publicado anteriormente por Het Concertgebouw Magazine (setembro/outubro)
