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COLUNAS
Josane Mary B. Amorim - Sou advogada por formação, mas longe dessa profissão, desde quando saí do Brasil [2000]. Estudei língua inglesa na Harvard University-USA, onde por 3 vezes consecutivas [2001/2002/2003] conquistei o primeiro prêmio no concurso literário "The Emanuel and Lilith Shinagel Essay Prize". Desde 2003, moro na Holanda – na pacata Wezep -, onde, junto com meu marido, administro nossos pequenos negócios. Estreio como romancista em "Mevrouw Jane" .
 
Minimamente Feliz
 
Data: 28/10/2011
 

 

Bom-dia!
Se tem algo que eu adoro, é uma leitura que me faça sorrir, pensar, me sentir totalmente em  sintonia com o texto, e com a vida!

Por isso, faço o meu debut, aqui no “Brasileiros na Holanda”, citando uma mensagem que recebi, anonimamente, e que dias atrás tive a chance de reler. Eu a achei apropriadíssima! Afinal, o friozinho já chegou aqui na Holanda. E ele pode, às vezes, nos deixar tristonhos. Guardo em mim a nítida impressão de que você também gostará e concordará com a mensagem. Confira:

 

“A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num ‘outdoor’ em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.

Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele ‘outdoor’ estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-do-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.

Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular:
'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'. Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'.

Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. 

Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?
Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.

Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.

Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.”
Grande abraço, até a próxima!

SOBRE O LIVRO: 

“Romance de estreia, mas dá a ilusão de ser obra de autora experiente, pelas qualidades que apresenta. Trata-se de um romance intimista - centralizado basicamente em problemas familiares -, que certamente agradará ao leitor desde as primeiras linhas. E ficará encantado com o final surpreendente. É ler para ver. 
 
(José Augusto Carvalho - Mestre em Linguística pela Unicamp, e Doutor em Letras pela USP)
 
O romance Mevrouw Jane é um testemunho de mim mesma! Meu objetivo era não somente escrever sobre as dificuldades ou os problemas, que passei a vivenciar a partir do momento que vim morar na Holanda. Mas sobre o processo e a efetiva superação deles! 

Por exemplo:
1) os conflitos na educação de filhastros,
2) a terapia de casal,
3) Borderline Personality Disorder,
4) solidão pela morte de minha família, perda
 do bebê,
5) assim como as minhas conquistas na Harvard University.

Queria escrever um livro que tivesse algo para oferecer àqueles que se encontram na mesma situação que eu. 
Eu me transportei para o futuro e escrevi sobre o meu passado
. Muitas das memórias que Mevrouw Jane relata para Sofia, são as minhas. São as vitórias ou os problemas que enfrentei ou ainda enfrento. Muitos deles, já praticamente superados, por exemplo: eu e a BPD. 
 

Brinquei de imaginar como serei aos 70 anos (tenho 48). Por essa razão, o livro não poderia ser auto biográfico. Ele é ficção com base em fatos reais.
Eu queria escrever um livro onde o bem truinfasse no final da estória. E contar sobre a maturidade e candura dos 70 anos de vida de uma personagem comoMevrouw Jane foi absolutamente fascinante! Ela me ensinou tanto!
 
Eu me autopubliquei pelas editoras Scortecci [versão impressa ISBN:  978-85-366-2207-1], e Simplíssimo [versão e-book  ISBN: 978-85-63654-38-0].
 
Em agosto último, Mevrouw Jane foi lançado no Brasil. Eu não poderia estar mais feliz! Sinto-me renovada pelo carinho com que ele tem sido recedido, tanto pela crítica e pelos leitores. 
No nosso país, ele está sendo comercializado pelas seguintes Livrarias:
Saraiva , Cultura [nas cidades de São Paulo-SP e Rio de Janeiro-RJ], Logus [Vitória-ES],Torre de Papel [Vitória-ES], Ouvidor [Belo Horizonte-MG] e Status Café e Cultura [Belo Horizonte-MG].  
Para adquirir o romance "Mevrouw Jane", aqui na Holanda, favor  enviar email para: josaneamorim@gmail.com
 
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Comentários



rowdley rossi - 02/11/2011
Tive a oportunidade de nesta vida conhecer a autora deste artigo e ler o livro Mevrouw Jane. Estas duas experiências me ajudaram a buscar a felicidade em mim e nos momentos em que estou inserido: no carro a caminho do trabalho ouvindo música e apreciando a paisagem, atendendo meus pacientes-amigos, me relacionando com minhas funcionárias, atendendo um telefonema familiar ou de um amigo, nos encontros com meus amigos, nas aulas que ministro e em todo o tempo que passo em casa com a pessoa que amo. A felicidade realmente esta muito próxima de nós, precisamos apenas enxerga-la. Parabéns pela seu artigo e boa sorte nesta nova jornada. Bjs

Waldina Carvalho - 01/11/2011
Parece ser incrível ! Nao quero perder esta oportunidade de ler Mevrouw Jane

Nerildo dos Santos Loyola - 29/10/2011
Vc sempre se superando.Excelente.

Juliette - 29/10/2011
Adorei o texto, fiquei curiosa para ler o livro e achei a capa de um bom gosto incrivel...tudo lindo. Parabensss!!!. bj Juliette
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