Faça do Brasileiros na Holanda a sua página inicial Compartilhe Compartilhe
Anuncie Aqui Anuncie Aqui
logo banner banner banner
 Clima   Traffic  moeda positivo Como anunciar
setinha Aprenda Holandês
setinha Classificados
setinha Como chegar
setinha Entrevistas
setinha Férias escolares
setinha Forum de discussão
setinha Indique o site
setinha Integração Civil
setinha Livro de visitas
setinha Missas em português
setinha Promoções telefônicas
setinha Revista
setinha Turismo
setinha Viagem de menores
setinha Vídeos
Press award

COLUNAS
Raphael Curvo - jornalista, advogado e comunicador
 
Concordata
 
Data: 19/12/2011
 

A situação do Brasil não é das piores, mas também não é melhor que isso. Estamos na linha de tiro. O governo chinês está dando sinais de que por lá a economia começou a sentir os primeiros sintomas da crise que vive, há algum tempo, o seu maior consumidor: os Estados Unidos. Como crise acessória veio a do mercado da União Europeia. Com isso a China tomou algumas medidas para manter seu mercado interno em expansão. Mas como tudo em economia existe atrelamento, internamente já não é possível manter o crescimento de forma a não afetar a produção industrial chinesa dissociada da economia mundial. De imediato, os juros da China estão em baixa como paliativo aos efeitos externos da crise mundial.

É a mesma atitude que está em curso na economia brasileira. Baixar juros e impostos não deixa de ser uma alternativa mais imediata para se defender de um processo de estanque abrupto do mercado em razão da retração do consumidor interno e da exportação. Há tempo que escrevo que o Brasil está muito dependente do mercado chinês, consumidor de commodities que representa, aproximadamente, 60% de nossas exportações. Essa dependência econômica é séria. Muito mais ainda quando sabemos que há uma desindustrialização em nossa economia de semi/manufaturados. O nosso País está voltando ao período colonialista, de exportador de matéria prima. Esta postura de política econômica é perigosa e de drásticos resultados.

Com mercado exportador reduzido e produção industrial em queda, é bem provável que vamos passar por grandes problemas dentro de curto prazo. Financiar o governo via abertura de créditos fáceis para consumo é um risco de grande monta. Seria mais prática e eficiente uma ação de redução de gastos da máquina pública, acompanhada da redução da carga tributária, como forma de acumular capitais em investimentos. Não creio em outra saída com maior efeito para ter suspiro diante dos acontecimentos que estão em curso na economia mundial. Comprar tem como contrapartida pagar e o brasileiro tem baixa média de renda. A renda familiar, de cerca de 50% da população, ou seja, não individual e geralmente de família de 4/5 membros, não passa dos 2,5 salários mínimos. Acima de 20 salários apenas 2% dos domicílios brasileiros recebem esse milagre.

Somados a isso, temos um reduzido quadro de desenvolvimento de tecnologias, de poucos resultados no avanço industrial com tecnologia de ponta que nos faz reféns de importação delas. Isto tem alto preço para o brasileiro que está transformando o seu trabalho em interessante custo de mão de obra às montadoras internacionais. Assim como é a China nos dias de hoje onde cerca de 90 mil empresas americanas instalaram seu parque industrial em razão dos custos de produção que são baixíssimos. A grande diferença é que lá os chineses imprimem outro ritmo no seu desenvolvimento industrial e exigem compartilhamento de tecnologias lá aplicadas, ou seja, adquirem com isso propriedade. Fora a quebra de patentes de remédios, qual outra partilhamos e temos propriedade?

Acredito que sem uma mudança radical de visão de governo, não conseguiremos pular a “marolinha” do ex presidente. Muito dinheiro está sendo canalizado para atendimento ao social, aos benefícios da doação e outros fermentadores de voto. O PAC mostrou seus pífios resultados. Obras em atraso se espalham por todos os canteiros do Brasil, grande parte paralisada. A presidente tem que encontrar novas estradas para evitar solavancos na “condução” Brasil. Esta atitude tem que ser imediata. O estoque de sorte que tivemos está no fim. As conseqüências serão duras com a Nação.

O radicalismo partidário tem que dar lugar à racionalidade na busca de solução que amenize os impactos da crise na nossa economia, no bolso de nosso povo. Girar a economia apenas na base do crédito fácil para consumo é uma ação temerária porque não demanda expansão de mercado e de geração de empregos. Isso está provado após 2008 e não podemos nos iludir com a formalização dos empregos, antes informais. O ritmo de surgimento de novas plantas industriais não estará compatível com o crescimento necessário para atendimento das expectativas. O modelo atual está em concordata.
 

Share
 
Comente a coluna
Comentários


Relacionadas:
    Não há colunas relacionadas

 

Siga-nos Facebook Twitter Orkut
publicidade publicidade
publicidade publicidade
publicidade publicidade
publicidade publicidade
publicidade publicidade
publicidade publicidade
publicidade publicidade
publicidade
publicidade
Revista:
revista

Video:


 
Importante: Todas as colunas são de única e exclusiva responsabilidade dos seus autores, não refletindo a opinião dos mantenedores deste portal.
setas
Site criado e mantido por Marcia Curvo.Todos os direitos reservados. Reprodução proibida ©2010.
Para anúncios ou sugestões entre em contato conosco por e-mail.
Telefone: (31) (0)6 18 200 641