O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, anunciou nesta quinta-feira (14) a adoção de controle mais rígidos sobre a imigração no país, alegando que há 'abusos' e fraudes no sistema que autoriza estrangeiros a viver no país.
Em discurso na cidade de Southampton (sul do país), o premiê disse que quer manter a 'imigração boa' e restringir a 'imigração em massa'.
Para isso, pretende limitar a emissão de vistos concedidos a estudantes, a cônjuges de residentes, a trabalhadores qualificados e a solicitantes de asilo, além de combater a prática de casamentos forjados para a obtenção de documentos.
Ele disse que a imigração causa tensão e 'desconforto' em comunidades britânicas, e que muitos imigrantes não têm interesse em se integrar à sociedade local.
O discurso, alvo de críticas dentro da própria coalizão do premiê, ocorre uma semana depois de ter entrado em vigor o limite imposto por Cameron para a imigração de cidadãos de fora da União Europeia (UE).
Pelos próximos 12 meses, só poderão entrar no país no máximo 20,7 mil trabalhadores qualificados de fora da UE e mil considerados 'talentos excepcionais', como cientistas, acadêmicos e artistas.
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