A Maratona de Utrecht, na Holanda, que acontecerá amanhã, causou polêmica ao anunciar sua premiação. Se o vencedor for holandês, ganhará um prêmio em dinheiro cem vezes maior do que se o primeiro colocado for um atleta estrangeiro.
A organização da prova estabeleceu que o campeão receberá apenas 100 euros (cerca de R$ 226) como prêmio.
Mas, caso um corredor local seja o primeiro, será pago um bônus adicional de 10 mil euros (R$ 22,6 mil) "ou mais".
Para a organização, a premiação faz parte do plano de incentivo para desenvolver o atletismo na Holanda.
A medida, porém, foi vista também como discriminatória, já que, nos últimos quatro anos, a prova de Utrecht foi vencida por quenianos.
Devido ao tratamento desigual, a federação de atletismo do país africano incentivou seus atletas a não participarem da corrida holandesa.
"Normalmente, as pessoas são discriminadas por não serem boas. Mas, neste caso, é porque elas são muito boas", declarou Tim Looten, da Art.1, organização holandesa contra a discriminação.
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