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Postado em 19/09/2026

Kinderdijk: os moinhos de vento que viraram Patrimônio da Humanidade na Holanda

Colunista Marcia Curvo
Autor: Marcia Curvo Nasci em Cuiabá mas morei em Goiânia na minha infância. Tenho muitos anos de vida, um casal de filhos e dois netos. Morei vários anos nos USA, lá estudei na Gainesville High School e no Santa Fe Community College. De volta ao Brasil estudei pedagogia e letras(inglês). Trabalhei no Colégio Objetivo em Goiânia coordenando o Centro de Idiomas e também como intérprete em vários estados do Brasil. Em 2003 fiz o curso Web Design que agora coloco em prática construindo o site. Desde 1999 tenho minha vida dividida entre Bilthoven e Goiânia. Mais colunas deste autor

Moinhos de vento de Kinderdijk à beira do canal, HolandaSe você mora na Holanda ou está de passagem por aqui, com certeza já viu aquela foto clássica: fileiras de moinhos de vento à beira de um canal, refletidos na água, com céu aberto ao fundo. Pois essa cena existe de verdade, e fica bem mais perto do que muita gente imagina. Estamos falando de Kinderdijk, um dos cartões-postais mais conhecidos da Holanda e Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1997.

Um pouco de história

Kinderdijk fica na região do Alblasserwaard, perto de Dordrecht, uma área que está abaixo do nível do mar. Os 19 moinhos que formam o conjunto foram construídos por volta de 1740 como parte de um sistema de gestão de água criado para escoar o excesso de água da região e evitar enchentes — algo essencial num país onde boa parte do território foi conquistado (e é protegido) do mar. Os holandeses lidam com esse desafio há séculos, e Kinderdijk é um dos exemplos mais bem preservados de como a engenharia hidráulica tradicional holandesa funcionava na prática, antes das bombas elétricas modernas.

O que dá para fazer por lá

Moinhos de madeira antigos à beira da água em Kinderdijk, HolandaKinderdijk não é só um lugar bonito para fotos (embora seja, e muito). O local tem bastante estrutura para visitantes:

Dá para visitar o interior de alguns moinhos, incluindo o Nederwaard Mill No. 5, e ver de perto como as famílias de moleiros viviam e trabalhavam ali dentro. Há também um centro de visitantes com um filme multitela contando a história da luta holandesa contra a água, além da estação de bombeamento Wisboom, que mostra a evolução do sistema até os dias de hoje. Quem gosta de caminhar pode seguir a trilha natural (Nature Trail) ao longo dos canais, e passeios de barco entre os moinhos são uma das formas mais bacanas de ver o conjunto completo sem precisar andar muito.

Para quem só quer caminhar pela área e admirar os moinhos de fora, o acesso ao local costuma ser gratuito — o ingresso pago é para entrar nos museus, moinhos e na estação de bombeamento.

Como chegar

  • De Roterdã: é a opção mais prática, a cerca de 15 km de distância. Dá para ir de carro, de bicicleta (um passeio agradável ao longo do rio) ou de waterbus (barco) na alta temporada, que costuma levar bicicletas de graça.
  • De Amsterdã: fica em torno de 1h30 de carro. É um pouco mais longe, então vale planejar como parte de um roteiro maior pela região de Roterdã e Dordrecht, em vez de um bate-volta corrido saindo de Amsterdã.
  • De transporte público: há conexões de ônibus a partir de Roterdã e Dordrecht diretamente até Kinderdijk.

Moinho de vento de Kinderdijk visto de pertoQuem dirige até lá deve saber que o estacionamento perto da entrada é pago (a diária ficava em torno de €9,50 segundo relatos recentes, mas recomendo confirmar o valor atualizado no site oficial antes de ir, já que preços mudam).

Dicas práticas

Os horários de funcionamento costumam variar por temporada: aproximadamente das 9h às 17h30 na alta temporada (março a outubro) e das 10h às 16h no inverno (novembro a fevereiro), com possíveis fechamentos de algumas semanas em janeiro/fevereiro. Os ingressos para os museus e moinhos partem de valores na faixa de €16 em dias de semana, um pouco mais no fim de semana — mas, como preços e horários mudam com frequência, o ideal é sempre checar o site oficial (kinderdijk.nl) antes de planejar a visita.

Se puder escolher a época, primavera e outono costumam ser mais tranquilos, com menos turistas do que no verão. Chegar cedo pela manhã ou no fim da tarde também ajuda a fugir das multidões e ainda pegar uma luz linda para fotos. Para quem quer só um passeio rápido, uma hora já dá para ver o essencial; mas para aproveitar com calma, incluindo um passeio de barco, vale reservar meio período.

Vale a pena?

Para brasileiros vivendo na Holanda, Kinderdijk é um daqueles passeios que parecem clichê até você ir — e aí você entende por que virou símbolo do país. É uma boa pedida para quem tem visita de família ou amigos do Brasil querendo conhecer “a Holanda de cartão-postal”, ou simplesmente para quem quer um fim de semana diferente, combinando história, paisagem e aquele arzinho de filme europeu antigo. Fica fácil de combinar com uma visita a Roterdã ou Dordrecht no mesmo dia.

Nota: preços, horários e formas de acesso podem mudar — confira sempre as informações mais recentes no site oficial de Kinderdijk antes de organizar sua visita.